UFPI/HU-UFPI - Hospital Universitário do Piauí - Teresina (PI) — Prova 2015
Na eclâmpsia complicada, as crises convulsivas podem vir acompanhadas das seguintes intercorrências, EXCETO:
Eclâmpsia grave → pode cursar com coagulopatia, insuficiência cardíaca, coma, febre; icterícia NÃO é complicação direta.
A eclâmpsia é uma emergência obstétrica que pode levar a múltiplas complicações sistêmicas como coagulopatia, insuficiência cardíaca, coma e hipertermia. A icterícia não é uma complicação direta ou esperada da eclâmpsia.
A eclâmpsia é uma das emergências obstétricas mais graves, caracterizada pela ocorrência de convulsões tônico-clônicas generalizadas em uma gestante com pré-eclâmpsia. Sua importância clínica reside na alta morbimortalidade materna e perinatal se não for prontamente reconhecida e tratada. A eclâmpsia pode ocorrer antes, durante ou após o parto, e exige uma resposta rápida e coordenada da equipe de saúde. Fisiopatologicamente, as convulsões eclâmpticas resultam de uma disfunção endotelial generalizada e vasospasmo cerebral, levando a edema e isquemia. O diagnóstico é clínico, baseado na ocorrência de convulsões em uma paciente com pré-eclâmpsia. As intercorrências comuns incluem coagulopatia (devido à ativação da cascata de coagulação e disfunção hepática, como na síndrome HELLP), insuficiência cardíaca (por sobrecarga volêmica e hipertensão grave), coma (pós-ictal ou por lesão cerebral) e hipertermia (devido à atividade muscular intensa). O tratamento imediato envolve o controle das convulsões (sulfato de magnésio), estabilização da paciente, controle da pressão arterial e, eventualmente, a interrupção da gestação. A icterícia, por outro lado, não é uma complicação direta ou esperada da eclâmpsia, embora possa estar presente em condições associadas, como a síndrome HELLP grave com hemólise e disfunção hepática, mas não é uma intercorrência primária da crise convulsiva em si. O prognóstico depende da gravidade das complicações e da rapidez do manejo.
As complicações mais graves incluem descolamento prematuro de placenta, edema pulmonar, insuficiência renal aguda, coagulopatia, hemorragia cerebral, síndrome HELLP e coma.
Sim, a hipertermia (temperatura corporal maior ou igual a 38°C) pode ocorrer devido à atividade muscular intensa durante as convulsões e é um sinal de gravidade.
A eclâmpsia pode levar à insuficiência cardíaca devido à sobrecarga volêmica, hipertensão grave e disfunção miocárdica induzida pela doença, resultando em edema pulmonar e falência cardíaca.
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