Doença Inflamatória Pélvica: Complicações e Manejo

SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2023

Enunciado

No que concerne à doença inflamatória pélvica (DIP), assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Apresenta relevância por causa de suas complicações, tanto do ponto de vista de emergência, no caso da pelveperitonite ou da ruptura de abscesso tubo-ovariano, como em longo prazo, uma vez que pode provocar infertilidade, gravidez ectópica e dor pélvica crônica.
  2. B) O uso de dispositivos intrauterinos (DIU) pode representar um risco três a cinco vezes maior para o desenvolvimento da DIP, sendo a paciente portadora ou não de cervicite. Por esse motivo, o DIU é contraindicado como método contraceptivo para adolescentes.
  3. C) Quanto aos agentes etiológicos, a maioria dos casos não é polimicrobiano.
  4. D) O tratamento da DIP tem a finalidade de resolver o quadro infeccioso atual e de prevenir as possíveis complicações futuras. Deve ser iniciado após o diagnóstico de certeza e do resultado do antibiograma.
  5. E) A presença de abscesso tubo-ovariano tem sempre indicação cirúrgica, independentemente do seu maior diâmetro na avaliação de imagem de ultrassonografia ou de ressonância.

Pérola Clínica

DIP → complicações agudas (abscesso, peritonite) e crônicas (infertilidade, ectópica, dor pélvica crônica).

Resumo-Chave

A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma condição ginecológica importante devido ao seu espectro de complicações, que vão desde quadros agudos graves como abscesso tubo-ovariano e pelviperitonite, até sequelas de longo prazo como infertilidade, gravidez ectópica e dor pélvica crônica.

Contexto Educacional

A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma infecção do trato genital superior feminino, incluindo útero, tubas uterinas e ovários, e estruturas adjacentes. É uma condição de grande relevância na ginecologia devido à sua alta incidência e ao potencial de causar complicações graves, tanto agudas quanto crônicas, que impactam significativamente a saúde reprodutiva e a qualidade de vida da mulher. A DIP é frequentemente causada por infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), como Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae, mas também pode envolver bactérias da flora vaginal. A fisiopatologia envolve a ascensão de microrganismos do trato genital inferior para o superior, causando inflamação e danos teciduais. As complicações agudas incluem a formação de abscessos tubo-ovarianos, peritonite pélvica e, em casos graves, sepse. A longo prazo, as sequelas são devastadoras: infertilidade (devido à obstrução ou dano tubário), gravidez ectópica (pela alteração da arquitetura tubária) e dor pélvica crônica. O diagnóstico é clínico, baseado em critérios como dor pélvica, dor à mobilização do colo e dor à palpação anexial, e deve ser complementado por exames laboratoriais e de imagem. O tratamento da DIP é essencialmente antibiótico, e deve ser iniciado empiricamente e de forma precoce, sem aguardar resultados de culturas, para minimizar o risco de sequelas. A escolha do esquema antibiótico deve cobrir os principais patógenos envolvidos. Em casos de abscesso tubo-ovariano grande ou ruptura, pode ser necessária intervenção cirúrgica. A educação sobre ISTs e o rastreamento são fundamentais na prevenção da DIP.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais complicações agudas da Doença Inflamatória Pélvica (DIP)?

As complicações agudas da DIP incluem pelviperitonite, formação de abscesso tubo-ovariano (que pode romper), e sepse, exigindo intervenção médica imediata.

Como a DIP pode afetar a fertilidade e a saúde reprodutiva a longo prazo?

A DIP pode causar danos irreversíveis às tubas uterinas, levando à infertilidade, aumento do risco de gravidez ectópica devido à alteração da motilidade tubária, e dor pélvica crônica.

Qual a importância do tratamento empírico e precoce na DIP?

O tratamento empírico com antibióticos de amplo espectro deve ser iniciado o mais rápido possível, baseado na suspeita clínica, para erradicar a infecção, aliviar os sintomas e, crucialmente, prevenir as sequelas reprodutivas a longo prazo.

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