UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2020
Define-se como diabetes mellitus gestacional (DMG) qualquer grau de intolerância à glicose com início ou primeiro reconhecimento no período gestacional. A prevalência do DMG varia de 1 a 14%, dependendo da população estudada e dos critérios diagnósticos utilizados. A respeito das complicações do DMG, considere as afirmações e assinale a opção correta. 1. Aumento do número de parto cesárea, aumentando assim o risco de hemorragias e infecções puerperais. 2. O polidrâmnio não aumenta o risco de amniorrexe prematura e prematuridade.3. O hiperinsulinismo fetal altera produção surfactante. 4. Aumento do número de óbito intrauterino, principalmente no DMG mal controlado e em fetos macrossômicos.
DMG mal controlado → ↑ cesárea, ↑ óbito fetal, hiperinsulinismo fetal ↓ surfactante. Polidrâmnio AUMENTA risco de amniorrexe/prematuridade.
O DMG mal controlado acarreta diversas complicações maternas e fetais. Há maior risco de cesariana, óbito fetal e alterações na maturação pulmonar fetal devido ao hiperinsulinismo. O polidrâmnio, uma complicação comum do DMG, aumenta sim o risco de amniorrexe prematura e prematuridade.
O Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) é uma condição de intolerância à glicose que se inicia ou é reconhecida pela primeira vez durante a gravidez. Sua prevalência é significativa e varia conforme a população e os critérios diagnósticos. O DMG não controlado adequadamente está associado a uma série de complicações maternas e fetais, que podem impactar negativamente o desfecho da gestação e a saúde a longo prazo da mãe e do bebê. Entre as complicações maternas, destaca-se o aumento do número de partos cesarianos, muitas vezes devido à macrossomia fetal ou outras intercorrências. O parto cesariano, por sua vez, eleva o risco de hemorragias e infecções puerperais. Para o feto, o hiperinsulinismo fetal, uma resposta à hiperglicemia materna, é central. Ele promove o crescimento excessivo (macrossomia) e, paradoxalmente, retarda a maturação pulmonar ao inibir a produção de surfactante, aumentando o risco de síndrome do desconforto respiratório neonatal. Outras complicações fetais graves incluem o aumento do risco de óbito intrauterino, especialmente em casos de DMG mal controlado e em fetos macrossômicos. O polidrâmnio, uma condição de excesso de líquido amniótico frequentemente vista no DMG devido à poliúria fetal, é um fator de risco conhecido para amniorrexe prematura e parto prematuro, contrariando a afirmação de que não aumentaria esses riscos. O manejo rigoroso do DMG, com controle glicêmico e monitoramento fetal, é fundamental para minimizar essas complicações.
As complicações maternas do DMG incluem maior risco de pré-eclâmpsia, hipertensão gestacional, infecções urinárias, trauma perineal e aumento da taxa de cesarianas, além de maior risco de desenvolver DM2 no futuro.
O hiperinsulinismo fetal, resultado da hiperglicemia materna, leva à macrossomia (crescimento excessivo), hipoglicemia neonatal após o parto, icterícia, policitemia e, crucialmente, retarda a maturação pulmonar ao inibir a produção de surfactante.
Sim, o polidrâmnio é uma complicação comum do DMG, causado pela poliúria fetal devido à hiperglicemia. Ele aumenta o risco de amniorrexe prematura, parto prematuro, prolapso de cordão e descolamento prematuro de placenta.
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