Diabetes Mellitus: Complicações Agudas e Crônicas Essenciais

Hospital Unimed-Rio (RJ) — Prova 2022

Enunciado

Quais são as complicações agudas e crônicas do Diabetes Mellitus?

Alternativas

  1. A) Agudas: hipoglicemia, acidose metabólica, insuficiência renal aguda. Crônicas: pé diabético, estado hiperosmolar hiperglicêmico, neuropatia diabética, retinopatia diabética.
  2. B) Agudas: insuficiência renal aguda, estado hiperosmolar hiperglicêmico, IAM. Crônicas: catarata, doença renal crônica, amputação, polineuropatia simétrica distal.
  3. C) Agudas: hiperglicemia, coagulopatias, acidose metabólica, dislipidemia. Crônicas: AVCi, IAM, neuropatia autonômica, estado hiperosmolar hiperglicêmico.
  4. D) Agudas: hipoglicemia, cetoacidose diabética, estado hiperosmolar hiperglicêmico. Crônicas: retinopatia diabética, doença renal do diabetes, neuropatia diabética, pé diabético.

Pérola Clínica

DM: Agudas → CAD, EHH, hipoglicemia. Crônicas → Retinopatia, Nefropatia, Neuropatia, Pé Diabético.

Resumo-Chave

As complicações agudas do Diabetes Mellitus são emergências metabólicas que requerem intervenção imediata, como a cetoacidose diabética, o estado hiperosmolar hiperglicêmico e a hipoglicemia. As complicações crônicas resultam de danos micro e macrovasculares prolongados, afetando múltiplos órgãos e sistemas.

Contexto Educacional

O Diabetes Mellitus (DM) é uma doença metabólica crônica caracterizada por hiperglicemia resultante de defeitos na secreção de insulina, na ação da insulina ou em ambos. É uma das doenças crônicas mais prevalentes globalmente, com um impacto significativo na morbidade e mortalidade devido às suas diversas complicações. A compreensão das complicações é essencial para o manejo adequado e a prevenção de desfechos adversos. As complicações do DM são classificadas em agudas e crônicas. As complicações agudas incluem a cetoacidose diabética (CAD), o estado hiperosmolar hiperglicêmico (EHH) e a hipoglicemia. A CAD é mais comum no DM tipo 1, caracterizada por hiperglicemia, acidose metabólica e cetonemia. O EHH é mais comum no DM tipo 2, com hiperglicemia extrema, desidratação grave e hiperosmolaridade, sem cetoacidose significativa. A hipoglicemia, por sua vez, é uma complicação comum do tratamento, caracterizada por níveis baixos de glicose no sangue. As complicações crônicas são divididas em microvasculares e macrovasculares. As microvasculares incluem a retinopatia diabética (principal causa de cegueira em adultos), a nefropatia diabética (principal causa de doença renal crônica terminal) e a neuropatia diabética (causando dor, parestesias e contribuindo para o pé diabético). As macrovasculares envolvem aterosclerose acelerada, levando a doença arterial coronariana, acidente vascular cerebral e doença arterial periférica, que, juntamente com a neuropatia, contribui para o desenvolvimento do pé diabético. O manejo do DM visa o controle glicêmico, lipídico e pressórico para prevenir ou retardar essas complicações.

Perguntas Frequentes

Quais são as três principais complicações agudas do Diabetes Mellitus?

As três principais complicações agudas do Diabetes Mellitus são a cetoacidose diabética (CAD), o estado hiperosmolar hiperglicêmico (EHH) e a hipoglicemia. Todas são emergências médicas que exigem tratamento imediato.

Como a hiperglicemia crônica leva às complicações microvasculares?

A hiperglicemia crônica causa danos microvasculares através de múltiplos mecanismos, incluindo a formação de produtos finais de glicação avançada (AGEs), ativação da via do poliol, estresse oxidativo e ativação da proteína quinase C, levando a disfunção endotelial e dano tecidual em retina, rins e nervos.

Qual a importância do controle glicêmico rigoroso na prevenção das complicações?

O controle glicêmico rigoroso é fundamental para prevenir e retardar o desenvolvimento e a progressão das complicações micro e macrovasculares do diabetes. Manter os níveis de glicose no sangue dentro das metas recomendadas reduz significativamente o risco de retinopatia, nefropatia, neuropatia e eventos cardiovasculares.

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