UNCISAL - Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas — Prova 2015
Você recebe no ambulatório uma adolescente de 15 anos com 1,60 m de altura e 88 kg de peso. Dentre os possíveis distúrbios decorrentes da obesidade que esta paciente deve apresentar, podemos citar:
Obesidade → Aumento do risco de alterações dermatológicas como acanthosis nigricans, intertrigo e estrias.
A obesidade, especialmente na adolescência, está associada a diversas alterações dermatológicas. A acanthosis nigricans, caracterizada por hiperpigmentação e espessamento da pele em dobras, é um marcador de resistência à insulina. Outras condições incluem intertrigo (infecções em dobras cutâneas) e estrias distensas, devido ao estiramento da pele.
A obesidade é uma doença crônica multifatorial com prevalência crescente, inclusive na adolescência, e está associada a uma vasta gama de comorbidades. As manifestações cutâneas são frequentes e, muitas vezes, os primeiros sinais visíveis de distúrbios metabólicos subjacentes. A compreensão dessas alterações é fundamental para o diagnóstico precoce e o manejo integral do paciente obeso. Entre as alterações dermatológicas mais proeminentes, destaca-se a acanthosis nigricans, uma hiperpigmentação e espessamento da pele que ocorre em áreas de dobras, como pescoço, axilas e virilha. É um marcador clínico importante de resistência à insulina e, portanto, um sinal de alerta para o risco de diabetes tipo 2 e síndrome metabólica. Outras condições incluem o intertrigo, uma dermatite inflamatória que afeta as dobras cutâneas devido à fricção, umidade e calor, predispondo a infecções bacterianas e fúngicas. As estrias distensas, ou estrias de crescimento, são comuns devido ao rápido ganho de peso e estiramento da pele. O manejo das alterações dermatológicas na obesidade envolve o controle do peso, higiene adequada das dobras cutâneas e tratamento específico para cada condição. A identificação dessas manifestações não só melhora a qualidade de vida do paciente, mas também serve como um lembrete para investigar e tratar as comorbidades metabólicas associadas à obesidade, como diabetes, dislipidemia e hipertensão.
As alterações dermatológicas mais comuns na obesidade incluem acanthosis nigricans (hiperpigmentação e espessamento da pele em dobras), intertrigo (inflamação e infecção em dobras cutâneas), estrias distensas, linfedema, celulite e maior risco de infecções fúngicas e bacterianas.
Acanthosis nigricans é uma condição dermatológica caracterizada por manchas escuras, aveludadas e espessadas na pele, geralmente nas axilas, pescoço e virilha. Está fortemente associada à resistência à insulina, sendo um marcador clínico comum em indivíduos obesos e com risco de diabetes tipo 2.
A obesidade afeta a pele através de fatores mecânicos (fricção, estiramento), hormonais (resistência à insulina, hiperandrogenismo) e imunológicos (inflamação crônica). As implicações incluem desconforto, dor, risco aumentado de infecções, problemas de autoimagem e podem ser indicadores de distúrbios metabólicos mais graves.
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