Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2020
Qual a complicação clínica mais frequente em um paciente com demência avançada?
Demência avançada → distúrbios alimentares (disfagia, recusa) são a complicação mais frequente e impactante.
Em pacientes com demência avançada, a progressão da doença afeta as funções cognitivas e motoras, incluindo a capacidade de se alimentar adequadamente. Distúrbios alimentares, como disfagia, recusa alimentar e dificuldade de mastigação, são extremamente comuns e levam a desnutrição e perda de peso, sendo a complicação mais prevalente.
A demência avançada representa um estágio terminal de doenças neurodegenerativas, caracterizado por grave comprometimento cognitivo e funcional. Nesse estágio, os pacientes tornam-se totalmente dependentes para as atividades de vida diária. As complicações clínicas são frequentes e impactam significativamente a qualidade de vida e o prognóstico, sendo um foco central nos cuidados paliativos. A fisiopatologia da demência avançada leva à degeneração de áreas cerebrais responsáveis pela coordenação motora, deglutição e regulação do apetite. Consequentemente, distúrbios alimentares, como a disfagia e a recusa alimentar, tornam-se extremamente prevalentes. Esses distúrbios resultam em desnutrição, perda de peso e sarcopenia, que por sua vez predispõem a outras complicações como infecções (pneumonia aspirativa), úlceras por pressão e quedas. O tratamento e manejo na demência avançada focam em conforto e qualidade de vida. A abordagem dos distúrbios alimentares inclui modificações na consistência dos alimentos, auxílio na alimentação e consideração de decisões sobre alimentação artificial, sempre em diálogo com a família e respeitando os desejos do paciente. Infecções e úlceras de pressão também são comuns e exigem manejo proativo, mas os distúrbios alimentares são a complicação mais frequente e um fator contribuinte para muitas outras.
Os principais distúrbios incluem disfagia (dificuldade para engolir), recusa alimentar, perda de apetite, dificuldade em usar talheres e incapacidade de reconhecer alimentos, levando à desnutrição e perda de peso.
A desnutrição resultante dos distúrbios alimentares compromete o sistema imunológico, aumentando o risco de infecções (especialmente pneumonia), retarda a cicatrização de feridas (como úlceras de pressão) e leva à fraqueza muscular, aumentando o risco de quedas.
O manejo envolve adaptações na dieta (alimentos mais macios, purês), auxílio na alimentação, ambiente tranquilo, uso de utensílios adaptados e, em alguns casos, consideração de alimentação por sonda, sempre discutindo com a família e equipe de cuidados paliativos sobre os objetivos do tratamento.
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