Complicações da Colelitíase: Diagnóstico e Manejo

UNIRV - Universidade de Rio Verde (GO) — Prova 2022

Enunciado

Sobre as complicações da CAC, correlacione a primeira e a segunda colunas. (1) Síndrome de Mirizzi; (2) Coledocolitíase; (3) Carcinoma de vesícula; (4) Íleo biliar; (   ) Consiste na presença de cálculos na via biliar principal, podendo ser completamente assintomática ou resultar em cólica biliar, obstrução biliar, colangite ou pancreatite aguda. (   ) Consiste na migração de cálculo(s) biliar(es) para o lúmen intestinal através de fístula interna. (   ) É uma ocorrência rara com prognóstico ruim, apresentando sobrevida de 50% em 5 anos em pacientes diagnosticados no estágio I e de 3% no estágio IV. (   ) Consiste na compressão extrínseca do ducto biliar por pressão diretamente sobre esse por cálculo no infundíbulo ou no colo da vesícula biliar.

Alternativas

  1. A) 3 - 1 - 2 - 4
  2. B) 4 - 2 - 3 - 1
  3. C) 1 - 2 - 4 - 3
  4. D) 2 - 4 - 3 - 1

Pérola Clínica

Complicações da colelitíase: Coledocolitíase (cálculo VB principal), Íleo biliar (fístula + obstrução), Carcinoma de vesícula (malignidade), Síndrome de Mirizzi (compressão extrínseca).

Resumo-Chave

A colelitíase pode levar a diversas complicações graves. A coledocolitíase é a presença de cálculos na via biliar principal. O íleo biliar resulta da migração de um cálculo para o intestino via fístula. A Síndrome de Mirizzi é a compressão extrínseca do ducto biliar por um cálculo impactado. O carcinoma de vesícula biliar é uma complicação rara, mas agressiva.

Contexto Educacional

A colelitíase, ou presença de cálculos na vesícula biliar, é uma condição comum que pode levar a diversas complicações graves se não for adequadamente manejada. É fundamental para residentes e estudantes de medicina conhecer e diferenciar essas complicações para um diagnóstico e tratamento eficazes. As principais incluem coledocolitíase, síndrome de Mirizzi, íleo biliar e carcinoma de vesícula biliar. A coledocolitíase refere-se à presença de cálculos na via biliar principal, podendo causar icterícia, colangite e pancreatite. A Síndrome de Mirizzi é uma complicação rara onde um cálculo impactado no infundíbulo da vesícula biliar ou no ducto cístico comprime extrinsecamente o ducto hepático comum, levando à obstrução biliar. O íleo biliar é uma forma de obstrução intestinal mecânica causada pela migração de um cálculo biliar para o lúmen intestinal através de uma fístula bilioentérica. O carcinoma de vesícula biliar é uma neoplasia agressiva, frequentemente associada à colelitíase crônica, com prognóstico geralmente reservado devido ao diagnóstico tardio. O manejo dessas complicações varia desde a remoção endoscópica ou cirúrgica dos cálculos até ressecções complexas para malignidades. A colecistectomia profilática em pacientes sintomáticos é a principal forma de prevenir essas complicações.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre coledocolitíase e Síndrome de Mirizzi?

Coledocolitíase é a presença de cálculos dentro do ducto biliar comum. A Síndrome de Mirizzi é a compressão extrínseca do ducto biliar comum por um cálculo impactado no infundíbulo da vesícula biliar ou no ducto cístico.

Como o íleo biliar se manifesta clinicamente?

O íleo biliar ocorre quando um cálculo biliar migra para o lúmen intestinal através de uma fístula bilioentérica, causando obstrução intestinal. Os sintomas incluem dor abdominal, náuseas, vômitos e distensão.

Quais são os fatores de risco para o carcinoma de vesícula biliar?

A colelitíase crônica é o principal fator de risco para o carcinoma de vesícula biliar. Outros fatores incluem vesícula em porcelana, pólipos de vesícula biliar e anomalias da junção biliopancreática.

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