IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2025
Paciente com colecistite aguda calculosa é submetido à colecistectomia. Qual das seguintes complicações é mais comumente associada ao procedimento?
A lesão de ducto biliar é a complicação mais grave e comum da colecistectomia, especialmente laparoscópica.
A colecistectomia, embora comum, não é isenta de riscos. A lesão do ducto biliar é a complicação mais temida e frequentemente associada ao procedimento, podendo levar a morbidade significativa e necessidade de reintervenções complexas. Sua incidência é maior na via laparoscópica em comparação com a aberta, devido à alteração da visão tridimensional.
A colecistectomia é um dos procedimentos cirúrgicos mais realizados globalmente, sendo o tratamento definitivo para colecistite aguda calculosa e outras patologias da vesícula biliar. Embora seja considerada uma cirurgia segura, é fundamental que o residente esteja ciente das potenciais complicações, que podem ter um impacto significativo na morbidade e mortalidade do paciente. A lesão do ducto biliar é a complicação mais temida e, infelizmente, a mais comum entre as graves. Ela ocorre devido à identificação incorreta da anatomia biliar durante a dissecção, resultando em ligadura, secção ou estenose dos ductos biliares principais. Fatores como inflamação aguda, variações anatômicas e inexperiência do cirurgião podem aumentar esse risco. A prevenção é baseada na técnica cirúrgica meticulosa e na adesão aos princípios de segurança, como a 'visão crítica de segurança'. O reconhecimento precoce e o manejo adequado da lesão de ducto biliar são cruciais para o prognóstico do paciente. O tratamento pode variar desde a drenagem percutânea até reconstruções biliares complexas, como a hepaticojejunostomia em Y de Roux, exigindo expertise de cirurgiões hepatobiliares. Outras complicações incluem sangramento, infecção da ferida operatória, lesão intestinal e fístula biliar, mas a lesão de ducto biliar se destaca pela sua complexidade e impacto a longo prazo.
Os sinais podem incluir dor abdominal persistente, febre, icterícia, náuseas e vômitos, e drenagem biliar pelo dreno ou pela ferida operatória. A apresentação pode ser precoce ou tardia, dependendo da extensão e tipo da lesão.
A conduta inicial envolve estabilização do paciente, exames de imagem como ultrassonografia e tomografia, e colangiopancreatografia por ressonância magnética (CPRM) ou colangiografia endoscópica retrógrada (CPER) para confirmar e classificar a lesão. O manejo definitivo é cirúrgico, muitas vezes em centros especializados.
A colecistectomia laparoscópica, apesar de seus benefícios, apresenta um campo de visão bidimensional e tátil reduzido, o que pode dificultar a identificação precisa da anatomia biliar, especialmente em casos de inflamação aguda ou variações anatômicas, aumentando o risco de lesão iatrogênica.
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