CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2021
Relacione as complicações com as respectivas cirurgias e assinale a única alternativa compatível.
Complicações intraoperatórias vs pós-operatórias → Identificação precoce define o prognóstico visual.
Diferentes procedimentos (Faco, TREC, Vitrectomia) possuem perfis de risco distintos; a associação correta entre o evento adverso e a técnica é essencial para o manejo clínico.
O conhecimento das complicações cirúrgicas é vital não apenas para provas, mas para o consentimento informado e a segurança do paciente. Cada técnica cirúrgica manipula tecidos de forma distinta, predispondo a eventos específicos. A facoemulsificação moderna é extremamente segura, mas a curva de aprendizado do residente é o período de maior risco para ruptura capsular. Já a cirurgia de glaucoma (TREC) exige um acompanhamento pós-operatório muito mais rigoroso devido à dinâmica de pressão volátil. O reconhecimento de padrões, como a associação de hipotonia com descolamento de coroide ou dor súbita com hemorragia, é uma habilidade diagnóstica essencial para qualquer oftalmologista.
As complicações da facoemulsificação podem ser divididas em intraoperatórias e pós-operatórias. Intraoperatoriamente, a ruptura de cápsula posterior com ou sem perda vítrea é a mais frequente, podendo levar ao deslocamento de fragmentos para o vítreo. No pós-operatório imediato, podem ocorrer picos hipertensivos oculares e edema corneano. A longo prazo, a opacificação da cápsula posterior é a ocorrência mais comum. A endoftalmite, embora rara, é a complicação mais temida, exigindo diagnóstico e tratamento imediatos com injeção intravítrea de antibióticos.
A trabeculectomia, cirurgia para glaucoma, possui riscos únicos relacionados à criação de uma fístula. No pós-operatório precoce, a hipotonia ocular (pressão muito baixa) é um risco, podendo causar descolamento de coroide e maculopatia hipotônica. Outra complicação importante é a falência da bolha filtrante por cicatrização excessiva. A longo prazo, existe o risco de 'blebite' (infecção da bolha) e endoftalmite tardia, especialmente se forem usados antimetabólitos como a Mitomicina C, que tornam a bolha mais fina e suscetível à transigência bacteriana.
Ambas são complicações graves que ocorrem por efusão no espaço supracoroidal. O descolamento de coroide seroso geralmente ocorre em olhos hipotônicos e apresenta-se como massas convexas marrons na periferia. Já a hemorragia expulsiva (ou coroidal hemorrágica) é súbita, frequentemente intraoperatória, associada a dor intensa (se sob anestesia local), aumento da pressão intraocular, endurecimento do globo e prolapso de conteúdo intraocular pela incisão. É uma emergência cirúrgica que requer fechamento imediato das incisões para tamponamento pressórico.
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