CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2025
Correlacione as duas colunas com as condições pré-operatórias em cirurgia de catarata e as possíveis complicações. Coluna 1 I- Injeção intravítrea. II- Pseudoexfoliação. III- Uso de antagonista alfa-adrenérgicos. IV- Alta hipermetropia. Coluna 2 A. Prolapso de íris. B. Rotura de cápsula posterior. C. Síndrome da efusão uveal. D. Deslocamento da LIO.
Pseudoesfoliação → instabilidade zonular; Alfa-bloqueadores → prolapso de íris (IFIS).
A identificação de fatores de risco pré-operatórios permite antecipar complicações como a fragilidade zonular na pseudoesfoliação e a síndrome da íris frouxa intraoperatória.
O planejamento cirúrgico da catarata exige uma avaliação minuciosa do histórico medicamentoso e do exame biomicroscópico. A correlação entre patologias sistêmicas ou oculares prévias e riscos específicos é tema recorrente em provas de Oftalmologia. A pseudoesfoliação é a causa mais comum de instabilidade zonular adquirida, enquanto o uso de alfa-bloqueadores para hiperplasia prostática benigna é o principal preditor de dificuldades no manejo pupilar. Compreender essas associações permite ao cirurgião preparar dispositivos de suporte, como anéis de tensão capsular ou ganchos de íris, minimizando desfechos adversos.
A IFIS é uma complicação associada ao uso de antagonistas alfa-1 adrenérgicos, como a tamsulosina. Caracteriza-se por uma tríade: estroma de íris flácido que ondula com as correntes de fluido, tendência ao prolapso da íris pelas incisões e miose progressiva durante a cirurgia. O manejo exige técnicas específicas como o uso de expansores pupilares ou viscoelásticos pesados.
A síndrome de pseudoesfoliação causa o depósito de material fibrilar nas estruturas oculares, incluindo as zônulas de Zinn. Isso leva à fragilidade zonular e instabilidade do cristalino, aumentando significativamente o risco de diálise zonular, rotura de cápsula posterior e deslocamento tardio da lente intraocular (LIO).
Olhos com alta hipermetropia geralmente possuem um comprimento axial curto e uma esclera mais espessa. Essa conformação anatômica dificulta a drenagem venosa das veias vorticosas, predispondo ao acúmulo de fluido no espaço supracoroidiano (efusão uveal) durante ou após procedimentos intraoculares devido à queda da pressão intraocular.
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