SES-PB - Secretaria de Estado de Saúde da Paraíba — Prova 2022
Paciente masculino, 40 anos, realizou gastrectomia vertical por obesidade mórbida, apresentou no terceiro dia pós operatório, frequência cardíaca de 120bpm e temperatura de 37,4°C, sem outros sintomas associados, qual o exame mais adequado para o diagnóstico:
Taquicardia persistente e febre baixa pós-gastrectomia → suspeitar de fístula/complicação intra-abdominal → TC com contraste.
Em pacientes submetidos à gastrectomia vertical, a taquicardia persistente e a febre baixa, mesmo na ausência de outros sintomas francos, devem levantar a suspeita de complicações graves como fístula anastomótica ou abscesso intra-abdominal. A tomografia de abdômen com contraste oral e venoso é o exame de escolha para avaliar a integridade da anastomose e identificar coleções ou extravasamentos, sendo crucial para o diagnóstico precoce e manejo adequado.
A cirurgia bariátrica, como a gastrectomia vertical, é um procedimento eficaz para o tratamento da obesidade mórbida, mas não é isenta de riscos. As complicações pós-operatórias, embora infrequentes, podem ser graves e incluem fístulas anastomóticas, sangramentos, estenoses e abscessos intra-abdominais. O residente deve estar atento aos sinais e sintomas, que muitas vezes são inespecíficos, para um diagnóstico e manejo precoces. A taquicardia persistente e a febre baixa no pós-operatório, especialmente no terceiro dia, são achados que merecem atenção redobrada após cirurgia bariátrica. Esses sintomas podem ser os únicos indicadores de uma fístula anastomótica, uma complicação potencialmente fatal. A fisiopatologia envolve o extravasamento de conteúdo gastrointestinal para a cavidade abdominal, levando a peritonite e sepse. Diante dessa suspeita, a tomografia computadorizada de abdômen com contraste oral e venoso é o exame de imagem de escolha. Ela permite a visualização direta do extravasamento de contraste, a identificação de coleções líquidas ou abscessos e a avaliação da extensão da inflamação. O tratamento varia conforme a gravidade da fístula, podendo incluir drenagem percutânea, antibioticoterapia, suporte nutricional e, em casos selecionados, reintervenção cirúrgica. A alta suspeição clínica e a rápida investigação são determinantes para o prognóstico do paciente.
Sinais como taquicardia persistente, febre (mesmo baixa), dor abdominal desproporcional, oligúria, leucocitose ou alteração do estado geral devem levantar a suspeita de complicações como fístula, abscesso ou sangramento.
A tomografia computadorizada com contraste oral e venoso permite visualizar o extravasamento do contraste do trato gastrointestinal, identificar coleções líquidas adjacentes à anastomose e avaliar a presença de inflamação ou abscesso, sendo superior a outros métodos de imagem para essa finalidade.
O diagnóstico precoce de fístula anastomótica é crucial para evitar a progressão para sepse, falência de múltiplos órgãos e aumento da mortalidade. O tratamento pode variar de drenagem percutânea a reintervenção cirúrgica, dependendo da gravidade.
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