HSA Guarujá - Hospital Santo Amaro de Guarujá (SP) — Prova 2021
A principal causa de complicação fatal no período pós-operatório precoce de cirurgia bariátrica, atualmente, é:
Pós-operatório precoce bariátrica → principal causa de morte = Tromboembolismo Pulmonar (TEP).
O Tromboembolismo Pulmonar (TEP) é a complicação fatal mais comum no pós-operatório precoce de cirurgia bariátrica devido ao alto risco trombogênico dos pacientes obesos, exigindo profilaxia rigorosa.
A cirurgia bariátrica é um procedimento eficaz para o tratamento da obesidade mórbida, mas não é isenta de riscos. No período pós-operatório precoce, uma das complicações mais temidas e a principal causa de mortalidade é o tromboembolismo pulmonar (TEP). Isso se deve ao fato de que pacientes obesos já possuem um estado de hipercoagulabilidade, somado ao trauma cirúrgico, imobilização e outras comorbidades associadas à obesidade, que aumentam exponencialmente o risco de trombose venosa profunda (TVP) e TEP. A fisiopatologia do TEP em obesos envolve a tríade de Virchow: estase venosa (devido à imobilidade e compressão de vasos), lesão endotelial (pelo trauma cirúrgico e inflamação crônica) e hipercoagulabilidade (pela própria obesidade). A prevenção é crucial e envolve uma rigorosa profilaxia de tromboembolismo venoso (TEV), que inclui o uso de anticoagulantes (geralmente heparina de baixo peso molecular) e medidas mecânicas como deambulação precoce e compressão pneumática intermitente. Para residentes, é fundamental reconhecer os fatores de risco e os sinais de TEP, além de dominar as estratégias de profilaxia. Embora outras complicações como fístulas anastomóticas sejam graves, o TEP mantém-se como a principal causa de óbito precoce, exigindo vigilância constante e manejo adequado para garantir a segurança do paciente bariátrico.
Sinais incluem dispneia súbita, dor torácica pleurítica, taquicardia, taquipneia e, em casos graves, hipotensão e choque. A suspeita deve ser alta em pacientes bariátricos.
A profilaxia envolve heparina de baixo peso molecular (HBPM) ou heparina não fracionada, iniciada pré ou pós-operatório, associada a medidas mecânicas como meias de compressão e deambulação precoce.
A obesidade é um estado pró-trombótico devido a fatores como inflamação crônica, disfunção endotelial, estase venosa e alterações na coagulação, aumentando significativamente o risco de TEV.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo