Cirrose Hepática: Complicações e Manejo Essencial

SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2023

Enunciado

São complicações da cirrose hepática, EXCETO:

Alternativas

  1. A) Peritonite bacteriana espontânea.
  2. B) Osteoporose.
  3. C) Coagulopatia.
  4. D) Desnutrição.
  5. E) Trombocitose.

Pérola Clínica

Cirrose hepática → trombocitopenia por hiperesplenismo, não trombocitose.

Resumo-Chave

A cirrose hepática é uma condição complexa que leva a diversas complicações. A trombocitopenia é comum devido ao hiperesplenismo e à diminuição da produção de trombopoietina, enquanto a trombocitose é uma condição rara e não uma complicação direta da cirrose.

Contexto Educacional

A cirrose hepática representa o estágio final de diversas doenças hepáticas crônicas, caracterizada por fibrose extensa e formação de nódulos de regeneração, que levam à distorção da arquitetura hepática e comprometimento funcional. É uma condição de alta morbimortalidade, sendo fundamental para o residente e estudante de medicina o conhecimento de suas múltiplas complicações e manejo. A prevalência da cirrose tem aumentado globalmente, impulsionada por fatores como hepatite viral, doença hepática gordurosa não alcoólica e consumo de álcool.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais complicações da cirrose hepática?

As principais complicações da cirrose hepática incluem peritonite bacteriana espontânea, encefalopatia hepática, varizes esofágicas com risco de sangramento, síndrome hepatorrenal, desnutrição, osteoporose e coagulopatia. O hepatocarcinoma também é uma complicação grave a longo prazo.

Por que a trombocitopenia é comum na cirrose hepática?

A trombocitopenia é comum na cirrose devido a múltiplos fatores, incluindo hiperesplenismo, que leva ao sequestro e destruição de plaquetas no baço aumentado, e a diminuição da produção de trombopoietina pelo fígado doente, que é essencial para a maturação das plaquetas.

Como a cirrose hepática afeta a coagulação?

A cirrose hepática causa coagulopatia devido à síntese reduzida de fatores de coagulação (produzidos no fígado), tanto pró-coagulantes quanto anticoagulantes. Isso resulta em um estado de hemostasia complexo, onde o paciente pode ter tanto risco de sangramento quanto de trombose, dependendo do balanço entre esses fatores.

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