SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2023
São complicações da cirrose hepática, EXCETO:
Cirrose hepática → trombocitopenia por hiperesplenismo, não trombocitose.
A cirrose hepática é uma condição complexa que leva a diversas complicações. A trombocitopenia é comum devido ao hiperesplenismo e à diminuição da produção de trombopoietina, enquanto a trombocitose é uma condição rara e não uma complicação direta da cirrose.
A cirrose hepática representa o estágio final de diversas doenças hepáticas crônicas, caracterizada por fibrose extensa e formação de nódulos de regeneração, que levam à distorção da arquitetura hepática e comprometimento funcional. É uma condição de alta morbimortalidade, sendo fundamental para o residente e estudante de medicina o conhecimento de suas múltiplas complicações e manejo. A prevalência da cirrose tem aumentado globalmente, impulsionada por fatores como hepatite viral, doença hepática gordurosa não alcoólica e consumo de álcool.
As principais complicações da cirrose hepática incluem peritonite bacteriana espontânea, encefalopatia hepática, varizes esofágicas com risco de sangramento, síndrome hepatorrenal, desnutrição, osteoporose e coagulopatia. O hepatocarcinoma também é uma complicação grave a longo prazo.
A trombocitopenia é comum na cirrose devido a múltiplos fatores, incluindo hiperesplenismo, que leva ao sequestro e destruição de plaquetas no baço aumentado, e a diminuição da produção de trombopoietina pelo fígado doente, que é essencial para a maturação das plaquetas.
A cirrose hepática causa coagulopatia devido à síntese reduzida de fatores de coagulação (produzidos no fígado), tanto pró-coagulantes quanto anticoagulantes. Isso resulta em um estado de hemostasia complexo, onde o paciente pode ter tanto risco de sangramento quanto de trombose, dependendo do balanço entre esses fatores.
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