FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2023
Na atualidade, existe grande preocupação com o aumento na realização de cesáreas a pedido materno, que não apresentam indicação médica ou obstétrica para sua realização. Diante da preocupação com a realização de cesáreas de repetição, encontra-se:
Cesáreas de repetição ↑ risco de acretismo placentário e histerectomia puerperal.
O aumento do número de cesáreas eleva significativamente o risco de complicações placentárias, como acretismo e placenta prévia, que podem levar à hemorragia grave e necessidade de histerectomia puerperal, uma das principais causas de morbidade materna.
A cesárea é um procedimento cirúrgico comum, mas seu aumento, especialmente a pedido materno sem indicação médica, gera preocupação devido aos riscos associados, principalmente em casos de repetição. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda taxas de cesárea entre 10-15%, mas muitos países excedem esse limite, contribuindo para o aumento da morbidade materna. As cesáreas de repetição aumentam significativamente o risco de complicações obstétricas graves em gestações subsequentes. Entre as mais preocupantes estão o acretismo placentário (placenta que adere anormalmente ao miométrio), placenta prévia (placenta que cobre o colo uterino) e rotura uterina. Essas condições podem levar a hemorragias maciças e necessidade de intervenções urgentes. A complicação mais grave e diretamente relacionada à questão é o maior risco de cesárea seguida de histerectomia puerperal. Isso ocorre frequentemente devido a hemorragias incontroláveis causadas por acretismo placentário, que impede o descolamento natural da placenta e exige a remoção cirúrgica do útero para salvar a vida da mãe, sendo uma das principais causas de morbidade e mortalidade materna.
Múltiplas cesáreas aumentam o risco de acretismo placentário, placenta prévia, rotura uterina e necessidade de histerectomia puerperal devido a hemorragia incontrolável.
A cicatrização uterina após cesárea pode predispor ao acretismo placentário em gestações futuras, onde a placenta se insere anormalmente na parede uterina, dificultando sua remoção e podendo causar hemorragia maciça, exigindo histerectomia.
A cicatriz uterina da cesárea anterior altera a decídua basal, facilitando a invasão trofoblástica anormal do miométrio, caracterizando o acretismo placentário, que é mais comum em casos de placenta prévia sobre uma cicatriz de cesárea.
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