SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2020
O cateterismo intermitente limpo (CIL) provou ser o meio mais eficaz e prático de manter o paciente sem sondagem vesical de demora na maioria dos pacientes que não conseguem esvaziar a bexiga espontaneamente. O CIL revolucionou o tratamento de casos difíceis de disfunção neuromuscular vesical, fornecendo um método seguro e eficaz que preserva a independência do paciente para esvaziar a bexiga nos casos em que a continência foi alcançada farmacologicamente ou cirurgicamente, produzindo retenção urinária total ou parcial. Cateteres de longa permanência devem ser considerados quando limitações anatômicas, funcionais ou familiares proíbem a realização do CIL. O cateterismo contínuo também pode ser indicado em pacientes com complicações de incontinência persistente ou disreflexia autonômica, apesar da terapia ou quando uma pequena capacidade da bexiga proíbe CIL eficaz. Assim, em relação ao cateterismo vesical, pode-se afirmar o seguinte:
CIL é preferível a cateter de longa permanência, mas ambos têm complicações, sendo ITUs, cálculos e estenose uretral as mais comuns.
O cateterismo vesical, seja intermitente ou de longa permanência, está associado a diversas complicações. As infecções do trato urinário (ITUs), incluindo pielonefrite, epididimite e abscesso periuretral, são as mais frequentes. Outras complicações importantes são a formação de cálculos vesicais e renais, estenose uretral e refluxo vesicoureteral.
O cateterismo vesical é um procedimento comum na urologia, utilizado para esvaziar a bexiga em pacientes que não conseguem fazê-lo espontaneamente. O cateterismo intermitente limpo (CIL) é considerado o método de escolha para a maioria dos pacientes com disfunção neuromuscular vesical, pois oferece maior independência, melhor qualidade de vida e menor incidência de complicações graves em comparação com o cateterismo de longa permanência. No entanto, ambos os métodos não são isentos de riscos. As complicações associadas ao uso de cateteres vesicais são variadas e podem ser significativas. As infecções do trato urinário (ITUs) são as mais frequentes, podendo se manifestar como cistite, pielonefrite, epididimite e até abscesso periuretral. A bacteriúria assintomática é comum em pacientes cateterizados cronicamente e, em geral, não requer tratamento, a menos que haja sintomas. Outras complicações importantes incluem a formação de cálculos renais e vesicais, estenose uretral (especialmente com cateteres de longa permanência), refluxo vesicoureteral e, a longo prazo, um risco aumentado de carcinoma vesical de células escamosas, particularmente em pacientes com lesão medular e uso crônico de cateteres de demora. A escolha do método de cateterismo deve sempre considerar o perfil do paciente, suas limitações e o balanço entre benefícios e riscos.
O CIL oferece maior independência ao paciente, menor risco de infecções graves e melhor qualidade de vida em comparação com o cateterismo de longa permanência, além de preservar a função vesical.
Não. A bacteriúria assintomática é comum em pacientes com cateterismo crônico (CIL ou de longa permanência) e geralmente não requer tratamento, a menos que o paciente desenvolva sintomas de infecção do trato urinário.
Sim, pacientes com lesão medular que utilizam cateteres vesicais de uso crônico, especialmente os de longa permanência, têm um risco aumentado de desenvolver carcinoma vesical de células escamosas. Essa associação não é tão clara para o CIL.
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