Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2022
A principal complicação no bloqueio intercostal para tratamento de dor relacionada à fratura múltipla dos arcos costais é:
Bloqueio intercostal para dor costal → principal complicação é hemopneumotórax.
O bloqueio intercostal, embora eficaz para dor em fraturas costais, carrega o risco de perfuração pleural e vascular, resultando em pneumotórax, hemotórax ou, mais gravemente, hemopneumotórax, devido à proximidade do feixe neurovascular com a pleura e vasos intercostais.
O bloqueio intercostal é uma técnica eficaz para o manejo da dor aguda em pacientes com fraturas múltiplas de arcos costais, proporcionando alívio significativo e melhorando a função respiratória. No entanto, como qualquer procedimento invasivo, ele não é isento de riscos, e a compreensão das suas complicações é crucial para a segurança do paciente e a prática clínica. A principal complicação do bloqueio intercostal é o hemopneumotórax. Isso ocorre devido à anatomia da região: o feixe neurovascular intercostal (artéria, veia e nervo) corre no sulco da borda inferior de cada costela, e a pleura parietal está logo abaixo. Uma agulha que penetra muito profundamente ou em um ângulo inadequado pode perfurar a pleura, causando um pneumotórax (acúmulo de ar no espaço pleural), e/ou lesar um vaso intercostal, levando a um hemotórax (acúmulo de sangue). A combinação de ambos resulta em hemopneumotórax. Outras complicações incluem toxicidade sistêmica do anestésico local (se injetado intravascularmente), infecção e lesão nervosa. Para minimizar os riscos, é fundamental uma técnica cuidadosa, preferencialmente guiada por ultrassom, com aspiração antes da injeção para verificar a ausência de sangue ou ar, e a injeção do anestésico no bordo inferior da costela superior para evitar o feixe neurovascular da costela inferior. O reconhecimento precoce dos sintomas de pneumotórax ou hemotórax (dispneia, dor torácica, hipotensão) e a intervenção imediata são essenciais.
Os sinais incluem dor torácica súbita e intensa, dispneia progressiva, taquipneia, taquicardia, hipotensão, diminuição dos murmúrios vesiculares e macicez à percussão no lado afetado.
Devido à proximidade anatômica do feixe neurovascular intercostal (artéria, veia e nervo) com a pleura parietal e os vasos sanguíneos. Uma agulha mal posicionada pode perfurar a pleura, causando pneumotórax, e/ou lesar um vaso intercostal, causando hemotórax, resultando em hemopneumotórax.
A técnica deve ser realizada com cuidado, preferencialmente sob ultrassom para visualização das estruturas, usando agulhas curtas e finas, e aspirando antes da injeção para evitar injeção intravascular. A injeção deve ser feita no bordo inferior da costela superior para evitar o feixe neurovascular.
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