HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2020
A complicação tardia mais frequente da apendicectomia é:
Complicação tardia mais comum da apendicectomia → Obstrução intestinal por aderências.
A formação de aderências abdominais é uma sequela comum de qualquer cirurgia abdominal, incluindo a apendicectomia. Essas aderências podem levar à obstrução intestinal, sendo a complicação tardia mais frequente e clinicamente relevante.
A apendicectomia é um dos procedimentos cirúrgicos abdominais mais comuns, realizado para tratar a apendicite aguda. Embora geralmente segura, como qualquer cirurgia, ela não está isenta de complicações. As complicações podem ser divididas em precoces (como infecção do sítio cirúrgico, abscesso intra-abdominal, fístula) e tardias. É crucial para o residente conhecer o espectro completo dessas complicações. Entre as complicações tardias, a obstrução intestinal secundária a aderências é, de longe, a mais frequente. As aderências abdominais são bandas de tecido fibroso que se formam como parte do processo de cicatrização pós-cirúrgica. Elas podem prender ou torcer alças intestinais, levando a quadros de obstrução que podem se manifestar meses ou até anos após a cirurgia inicial. A fisiopatologia das aderências envolve a resposta inflamatória à manipulação tecidual e à isquemia durante a cirurgia. A prevenção é um desafio, mas técnicas cirúrgicas minimamente invasivas (laparoscopia) e o manuseio delicado dos tecidos podem reduzir sua incidência. O manejo da obstrução por aderências pode variar de conduta conservadora a reintervenção cirúrgica, dependendo da gravidade e da resposta do paciente.
A complicação tardia mais frequente após uma apendicectomia é a obstrução intestinal secundária à formação de aderências abdominais, também conhecidas como bridas. Essas aderências podem estrangular alças intestinais, causando quadros obstrutivos.
As aderências são bandas de tecido fibroso que se formam entre órgãos ou entre órgãos e a parede abdominal após uma cirurgia. Elas podem prender ou torcer segmentos do intestino, impedindo o trânsito normal do conteúdo intestinal e levando à obstrução.
Os sintomas incluem dor abdominal tipo cólica, distensão abdominal, náuseas, vômitos e interrupção da eliminação de flatos e fezes. A intensidade e a frequência dos sintomas variam conforme o grau da obstrução.
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