Santa Casa de São Carlos (SP) — Prova 2025
A apendicectomia é considerada o tratamento mais seguro para a apendicite aguda em qualquer fase da sua evolução. Sobre as complicações da apendicectomia, é correto afirmar:
Abscessos intracavitários pós-apendicectomia, se bem localizados, podem ser drenados percutaneamente guiados por imagem.
A apendicectomia é o tratamento padrão para apendicite aguda. As complicações pós-operatórias, embora menos comuns com as técnicas modernas, podem ocorrer. Abscessos intracavitários são uma complicação séria, mas quando bem definidos e acessíveis, a drenagem percutânea guiada por imagem (ultrassom ou TC) é uma abordagem eficaz e menos invasiva que a re-intervenção cirúrgica, evitando morbidade adicional.
A apendicectomia é o tratamento definitivo para a apendicite aguda, uma das emergências cirúrgicas abdominais mais comuns. Embora seja um procedimento seguro, complicações pós-operatórias podem ocorrer, e o residente deve estar apto a reconhecê-las e manejá-las. A incidência de complicações varia de acordo com o estágio da apendicite (não perfurada vs. perfurada) e a técnica cirúrgica (aberta vs. laparoscópica). Entre as complicações, os abscessos intracavitários são uma preocupação significativa. Eles podem se formar no espaço pélvico, subfrênico ou em outras localizações intra-abdominais. O diagnóstico é feito por exames de imagem como ultrassonografia ou tomografia computadorizada. A fisiopatologia envolve a disseminação de bactérias da apêndice inflamada ou perfurada para a cavidade peritoneal, levando à formação de coleções purulentas. O manejo dos abscessos intracavitários depende de seu tamanho, localização e condição clínica do paciente. Para abscessos bem localizados e definidos, a drenagem percutânea guiada por imagem (ultrassom ou TC) é a abordagem de escolha, sendo menos invasiva que a re-intervenção cirúrgica e com altas taxas de sucesso. A antibioticoterapia adequada é sempre concomitante. Outras complicações, como a infecção da ferida operatória, são mais comuns na cirurgia aberta do que na laparoscópica, e a pileflebite, embora rara, é uma complicação grave que exige tratamento intensivo.
As complicações mais comuns da apendicectomia incluem infecção da ferida operatória, abscesso intracavitário (pélvico ou subfrênico), fístula estercoral (rara), obstrução intestinal por aderências e pileflebite. A incidência varia com a técnica (aberta vs. laparoscópica) e o estágio da apendicite.
A drenagem percutânea é indicada para abscessos intracavitários bem localizados e definidos, com volume significativo, especialmente se o paciente estiver estável. É uma alternativa menos invasiva à cirurgia, guiada por ultrassom ou tomografia computadorizada, e geralmente associada a antibioticoterapia.
Pileflebite é uma tromboflebite séptica da veia porta e seus ramos, uma complicação rara, mas grave, da apendicite aguda, especialmente quando há perfuração. Manifesta-se com febre, icterícia, dor abdominal e hepatomegalia. Não é uma complicação leve e autolimitada, exigindo tratamento agressivo com antibióticos e, por vezes, anticoagulação.
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