CESUPA - Centro Universitário do Estado do Pará — Prova 2024
“Paciente submetido à passagem de acesso venoso central (Cateter Duplo-lúmen- CDL), para reposição volêmica pós choque hemorrágico. Apesar da indicação adequada para o procedimento, houve evolução em poucos minutos para desconforto respiratório progressivo, resultando em drenagem pleural fechada sob selo d`água”. Analisando a descrição do fato relatado, podemos considerar CORRETA a alternativa:
Punção de acesso central → risco de pneumotórax. Prevenção: USG + técnica apurada. Confirmação: RX tórax.
A passagem de acesso venoso central, embora vital, carrega riscos como o pneumotórax, especialmente em sítios como a veia jugular interna ou subclávia. A punção guiada por ultrassonografia e um raio-X de tórax pós-procedimento são cruciais para prevenir e identificar precocemente essa complicação, garantindo a segurança do paciente.
A passagem de acesso venoso central (CVC) é um procedimento comum e vital em diversas situações clínicas, como choque hemorrágico, administração de drogas vasoativas ou nutrição parenteral. No entanto, é um procedimento invasivo que não está isento de riscos, sendo o pneumotórax iatrogênico uma das complicações mais temidas, com incidência variável dependendo do sítio de punção e da experiência do operador. A compreensão dessas complicações é fundamental para a segurança do paciente e para a prática médica. O pneumotórax ocorre quando há lesão da pleura parietal ou visceral durante a punção, permitindo a entrada de ar no espaço pleural. Clinicamente, manifesta-se por desconforto respiratório, dor torácica e taquipneia, podendo evoluir para pneumotórax hipertensivo, uma emergência médica. A punção da veia jugular interna e, principalmente, da veia subclávia, são os sítios com maior risco de lesão pleural. O diagnóstico é confirmado por radiografia de tórax, que deve ser realizada rotineiramente após o procedimento. A prevenção de iatrogenias é primordial. A técnica apurada, o uso de ultrassonografia para guiar a punção e a realização de um raio-X de tórax de controle pós-procedimento são as medidas mais eficazes para minimizar os riscos e identificar precocemente as complicações. O tratamento do pneumotórax, quando sintomático ou de grande volume, geralmente envolve a drenagem pleural fechada sob selo d'água, um procedimento que visa remover o ar do espaço pleural e permitir a reexpansão pulmonar.
Os sinais incluem desconforto respiratório progressivo, dor torácica, taquipneia, taquicardia e, em casos graves, hipotensão e desvio de traqueia. A ausculta pode revelar murmúrio vesicular diminuído no lado afetado.
A ultrassonografia permite visualizar a veia-alvo, artérias adjacentes e estruturas pleurais, diminuindo significativamente o risco de punções acidentais, como a arterial ou pleural, aumentando a segurança e a taxa de sucesso do procedimento.
O raio-X de tórax é indicado rotineiramente após a passagem de qualquer cateter venoso central para confirmar o posicionamento correto da ponta do cateter e, crucialmente, para descartar complicações como pneumotórax ou hemotórax, mesmo na ausência de sintomas.
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