UNIFESO/HCTCO - Hospital das Clínicas de Teresópolis Costantino Ottaviano (RJ) — Prova 2024
Paciente compareceu na Unidade Básica de Saúde da Família apresentando manchas avermelhadas no antebraço esquerdo, algumas com bordas mal delimitadas, outras bem delimitadas e com bordas elevadas. Não apresentou sensibilidade no teste do filamento, nem ao frio ou calor. Qual a hipótese diagnóstica mais provável?
Manchas cutâneas + anestesia (filamento/térmica) → Hanseníase até prova em contrário.
A presença de manchas avermelhadas com bordas mal e bem delimitadas, associada à perda de sensibilidade (ao toque, frio e calor) na área afetada, é altamente sugestiva de hanseníase. A hanseníase é uma doença infecciosa crônica que afeta principalmente a pele e os nervos periféricos, causando alterações de sensibilidade.
A hanseníase, causada pelo *Mycobacterium leprae*, é uma doença infecciosa crônica que afeta principalmente a pele, nervos periféricos, vias aéreas superiores, olhos e testículos. No Brasil, ainda é um problema de saúde pública, sendo crucial o diagnóstico precoce para evitar incapacidades e interromper a cadeia de transmissão. O diagnóstico da hanseníase é essencialmente clínico, baseado na presença de um ou mais dos seguintes critérios: lesões de pele com alteração de sensibilidade (anestesia ou hipoestesia), espessamento de nervos periféricos com ou sem alteração de sensibilidade/força, e/ou baciloscopia positiva. A perda de sensibilidade, testada com o monofilamento de Semmes-Weinstein para sensibilidade tátil e com testes de frio/calor, é um sinal cardinal. As lesões cutâneas podem ser variadas, desde manchas hipocrômicas ou avermelhadas, com bordas bem ou mal delimitadas, até nódulos e placas. O tratamento é feito com politerapia (PQT), que varia de 6 a 12 meses dependendo da forma clínica (paucibacilar ou multibacilar). A identificação precoce e o tratamento adequado são fundamentais para a cura e a prevenção de sequelas.
A hanseníase manifesta-se na pele com manchas (hipocrômicas, avermelhadas ou acastanhadas) com alteração de sensibilidade (anestesia ou hipoestesia), nódulos, placas e espessamento da pele. A perda de sensibilidade é um achado chave para o diagnóstico.
O teste do filamento avalia a sensibilidade tátil e pressórica. A incapacidade de sentir o filamento em áreas de lesão cutânea é um forte indicativo de comprometimento neural periférico, característico da hanseníase, e é crucial para o diagnóstico clínico.
Outros diagnósticos diferenciais podem incluir neuropatias periféricas de outras causas, dermatites crônicas, micoses profundas ou outras infecções cutâneas. No entanto, a combinação de lesões cutâneas e anestesia é altamente sugestiva de hanseníase, exigindo investigação.
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