UFMT/HUJM - Hospital Universitário Júlio Müller - Cuiabá (MT) — Prova 2015
À medida que a prevalência da obesidade exógena na infância aumenta, suas repercussões tornam-se cada vez mais evidentes. Em relação às comorbidades mais frequentes associadas à obesidade, marque a alternativa correta.
Obesidade infantil → Síndrome metabólica, Acanthosis nigricans, Epifisiólise cabeça fêmur são comorbidades frequentes.
A obesidade exógena na infância é um fator de risco para diversas comorbidades sistêmicas. A síndrome metabólica, a acanthosis nigricans (sinal de resistência insulínica) e a epifisiólise da cabeça do fêmur são manifestações clínicas importantes e frequentes que devem ser ativamente investigadas.
A obesidade exógena na infância é uma epidemia global com sérias repercussões na saúde a curto e longo prazo. Sua prevalência crescente torna fundamental o conhecimento das comorbidades associadas para um diagnóstico precoce e manejo adequado. As complicações abrangem sistemas metabólico, cardiovascular, musculoesquelético, respiratório e psicossocial, impactando significativamente a qualidade de vida das crianças. A fisiopatologia da obesidade infantil envolve um estado inflamatório crônico de baixo grau e resistência insulínica, que são a base para o desenvolvimento de muitas comorbidades. A síndrome metabólica, caracterizada por hipertensão, dislipidemia, resistência insulínica e obesidade abdominal, é um dos agrupamentos mais importantes. A acanthosis nigricans é um sinal cutâneo direto da resistência insulínica, enquanto a epifisiólise da cabeça do fêmur é uma complicação ortopédica mecânica exacerbada pelo excesso de peso. O tratamento da obesidade infantil é multifacetado, envolvendo mudanças no estilo de vida, dieta balanceada, aumento da atividade física e, em casos selecionados, intervenções farmacológicas ou cirúrgicas. O prognóstico está diretamente ligado à detecção precoce e ao manejo eficaz das comorbidades, visando prevenir complicações graves na vida adulta, como doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2. A abordagem deve ser sempre multidisciplinar e focada na família.
As principais comorbidades incluem síndrome metabólica, diabetes mellitus tipo 2, dislipidemia, hipertensão arterial, esteatose hepática não alcoólica, apneia do sono, acanthosis nigricans e epifisiólise da cabeça do fêmur.
A acanthosis nigricans é um marcador cutâneo de resistência insulínica, frequentemente observada em pacientes obesos, especialmente na região cervical, axilar e inguinal, indicando um risco aumentado para diabetes tipo 2.
A obesidade aumenta o estresse mecânico sobre a placa de crescimento do fêmur proximal, levando ao deslizamento da epífise femoral, uma condição ortopédica grave que requer intervenção cirúrgica para evitar deformidades e osteonecrose.
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