UNIRG - Universidade de Gurupi (TO) — Prova 2023
Paciente do sexo masculino, 27 anos, estava jogando uma partida de futebol profissional quando, em uma dividida de bola, teve uma colisão do ombro de um adversário contra o seu tórax, caindo ao solo logo em seguida e apresentando uma parada cardiorrespiratória. Atendimento médico inicial a beira campo, com a utilização de um desfibrilador externo automático (DEA), identificou um ritmo de fibrilação ventricular. Qual o provável mecanismo que deflagrou a arritmia?
Commotio Cordis: impacto torácico em fase precoce da repolarização ventricular (onda R) → FV.
O Commotio Cordis é uma causa rara, mas letal, de parada cardiorrespiratória em atletas jovens, desencadeada por um impacto torácico não penetrante. A arritmia fatal, geralmente fibrilação ventricular, ocorre quando o trauma incide precisamente durante a fase ascendente da onda R no eletrocardiograma, um período de vulnerabilidade elétrica miocárdica.
O Commotio Cordis é uma condição rara, mas de extrema importância na medicina de emergência e esportiva, caracterizada por uma parada cardíaca súbita após um trauma torácico não penetrante. Afeta predominantemente indivíduos jovens e saudáveis, geralmente durante a prática de esportes. A compreensão de seu mecanismo é vital para o reconhecimento rápido e a intervenção eficaz, que pode salvar vidas. A fisiopatologia envolve um impacto mecânico de baixa energia no tórax que, por uma infeliz coincidência temporal, ocorre durante a fase de repolarização precoce do ventrículo (pico da onda R no ECG). Este impacto induz uma despolarização elétrica desorganizada, levando à fibrilação ventricular. O diagnóstico é clínico, baseado na história de trauma torácico seguido de colapso súbito e PCR, com ritmo de FV no monitor. O tratamento primordial é a desfibrilação precoce, que deve ser realizada o mais rápido possível, idealmente dentro de 1-3 minutos do evento. A disponibilidade de desfibriladores externos automáticos (DEAs) em locais de prática esportiva é crucial para melhorar o prognóstico. A prevenção inclui o uso de protetores torácicos e a conscientização sobre os riscos em esportes de contato.
O Commotio Cordis geralmente se manifesta como uma parada cardiorrespiratória súbita imediatamente após um impacto torácico não penetrante. O paciente colapsa e não responde, exigindo ressuscitação cardiopulmonar imediata e desfibrilação.
A fibrilação ventricular ocorre devido a um impacto mecânico de baixa energia no tórax, que coincide com a fase ascendente da onda R (repolarização precoce) do ciclo cardíaco. Este timing crítico desestabiliza a atividade elétrica miocárdica, levando à arritmia fatal.
A conduta inicial é a ressuscitação cardiopulmonar (RCP) de alta qualidade e a desfibrilação imediata com um desfibrilador externo automático (DEA). A rapidez na desfibrilação é crucial para a sobrevida, pois a FV é o ritmo mais comum.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo