UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2021
No tratamento clínico medicamentoso da hipertensão arterial, sobretudo nos estágios 2 e 3, há uma necessidade de associar classes de anti-hipertensivos com combinações preferenciais para um controle mais efetivo. Dentre as associações abaixo, qual é considerada uma combinação pouco usual, ou seja, menos recomendada.
Associação Betabloqueador + Bloqueador de Canal de Cálcio (não diidropiridínico) é menos recomendada devido a risco de bradicardia e bloqueio AV.
A combinação de betabloqueadores e bloqueadores de canal de cálcio não diidropiridínicos (como verapamil ou diltiazem) é geralmente desaconselhada devido ao risco aumentado de bradicardia grave e bloqueio atrioventricular. As diretrizes atuais preferem combinações como iECA/BRA + BCC ou iECA/BRA + diurético tiazídico.
O tratamento da hipertensão arterial frequentemente exige a associação de diferentes classes de anti-hipertensivos, especialmente em estágios mais avançados da doença. A escolha das combinações deve ser baseada na eficácia, tolerabilidade e minimização de efeitos adversos, seguindo as diretrizes clínicas. O objetivo é atingir a meta pressórica individualizada e reduzir o risco cardiovascular global do paciente. Compreender as interações farmacológicas é crucial para a segurança do paciente. As combinações preferenciais atuam em diferentes vias fisiopatológicas, como o sistema renina-angiotensina-aldosterona, o volume intravascular e a resistência vascular periférica. Por exemplo, a associação de um iECA/BRA com um diurético tiazídico é eficaz, pois o diurético pode contrabalançar a retenção de sódio e água que pode ocorrer com o iECA/BRA. Da mesma forma, iECA/BRA com BCC diidropiridínicos (que causam vasodilatação) é uma combinação potente e bem tolerada. É fundamental que o residente de medicina esteja ciente das combinações que devem ser evitadas ou usadas com extrema cautela. A associação de betabloqueadores com bloqueadores de canal de cálcio não diidropiridínicos é um exemplo clássico de combinação a ser evitada devido ao risco de bradicardia e bloqueio atrioventricular, que podem ser fatais. O conhecimento dessas interações é vital para a prática clínica segura e eficaz no manejo da hipertensão.
As combinações preferenciais incluem inibidores da ECA (iECA) ou bloqueadores do receptor da angiotensina (BRA) com bloqueadores de canal de cálcio (BCC) diidropiridínicos, ou iECA/BRA com diuréticos tiazídicos. Essas associações atuam em diferentes mecanismos, potencializando o controle pressórico.
A combinação de betabloqueadores com bloqueadores de canal de cálcio não diidropiridínicos (verapamil, diltiazem) é menos recomendada devido ao risco aumentado de efeitos adversos cardíacos, como bradicardia grave, bloqueio atrioventricular e insuficiência cardíaca, pela ação sinérgica na redução da frequência e condução cardíaca.
A terapia combinada é indicada principalmente em pacientes com hipertensão arterial estágio 2 ou 3, ou naqueles que não atingem a meta pressórica com monoterapia. Iniciar com dois fármacos pode levar a um controle mais rápido e efetivo da pressão arterial.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo