Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2020
O coma mixedematoso constitui uma complicação grave do hipotireoidismo. Em relação a essa condição é correto afirmar:
Coma mixedematoso: TSH não correlaciona com gravidade; tratar com levotiroxina IV + hidrocortisona.
O coma mixedematoso é uma emergência endócrina grave. A gravidade do quadro clínico não se correlaciona diretamente com os níveis de TSH, que podem estar muito elevados ou até baixos em casos de hipotireoidismo central. O tratamento envolve reposição hormonal agressiva e suporte.
O coma mixedematoso representa a forma mais grave e descompensada do hipotireoidismo, sendo uma emergência médica com alta mortalidade. Geralmente, é precipitado por fatores como infecções, exposição ao frio, uso de sedativos ou interrupção da terapia com hormônio tireoidiano. A compreensão de sua fisiopatologia e manejo é crucial para residentes, dada a rapidez com que a condição pode deteriorar. O diagnóstico é clínico, baseado na presença de hipotireoidismo grave e rebaixamento do nível de consciência. Laboratorialmente, observa-se TSH elevado (exceto em hipotireoidismo central), T4 livre muito baixo, hiponatremia, hipoglicemia e, por vezes, hipercapnia. É importante ressaltar que os níveis de TSH não se correlacionam diretamente com a gravidade do quadro clínico, que é determinada pela disfunção de múltiplos órgãos e sistemas. O tratamento é agressivo e deve ser iniciado prontamente, mesmo antes da confirmação laboratorial. Inclui suporte ventilatório e hemodinâmico, aquecimento passivo, reposição de levotiroxina intravenosa em altas doses (dose de ataque seguida de manutenção) e hidrocortisona para cobrir uma possível insuficiência adrenal concomitante, que pode ser precipitada pela reposição de tiroxina. O prognóstico depende da rapidez do diagnóstico e início do tratamento.
Os sinais incluem hipotermia, bradicardia, hipoventilação, hiponatremia, hipoglicemia, rebaixamento do nível de consciência e convulsões. É uma forma extrema de hipotireoidismo descompensado.
A conduta inicial envolve suporte ventilatório e hemodinâmico, aquecimento gradual, reposição de levotiroxina intravenosa em altas doses e hidrocortisona para cobrir possível insuficiência adrenal coexistente.
A hiperlactatemia pode ocorrer no coma mixedematoso devido à hipoperfusão tecidual e metabolismo anaeróbio, não sendo um marcador exclusivo de infecção. A hiponatremia é o distúrbio eletrolítico mais comum.
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