Santa Casa de Votuporanga (SP) — Prova 2022
É o estado caracterizado por sinais e sintomas de hipotireoidismo grave, associados ao rebaixamento do nível de consciência e hipotermia. Representa uma manifestação grave, com taxa de mortalidade que pode alcançar de 40 a 50% sem tratamento adequado. É CORRETO afirmar que o trecho trata do:
Hipotireoidismo grave + rebaixamento consciência + hipotermia = Coma Mixedematoso (alta mortalidade).
O "estado mixedematoso" ou "coma mixedematoso" é uma emergência endócrina rara e grave, caracterizada por hipotireoidismo descompensado, hipotermia, bradicardia, hipoventilação e rebaixamento do nível de consciência. A alta mortalidade (>40%) exige reconhecimento e tratamento imediatos, incluindo reposição hormonal e suporte intensivo.
O coma mixedematoso, ou crise mixedematosa, é a forma mais grave e descompensada do hipotireoidismo, representando uma emergência endócrina com alta taxa de mortalidade se não for prontamente diagnosticado e tratado. Embora raro, seu reconhecimento é vital para qualquer médico, especialmente em serviços de emergência. A fisiopatologia envolve a deficiência extrema de hormônios tireoidianos, levando a uma desaceleração generalizada do metabolismo celular. Isso resulta em disfunção de múltiplos órgãos, com destaque para o sistema nervoso central (rebaixamento da consciência), termorregulação (hipotermia) e cardiovascular (bradicardia, hipotensão). O diagnóstico é clínico, baseado nos sinais e sintomas de hipotireoidismo grave e nos fatores precipitantes, e confirmado por exames laboratoriais (TSH muito elevado, T4 livre muito baixo). O tratamento é uma emergência médica e deve ser iniciado empiricamente. Inclui suporte ventilatório, aquecimento ativo, correção de distúrbios hidroeletrolíticos e metabólicos, e reposição hormonal com levotiroxina intravenosa. A administração de hidrocortisona intravenosa é crucial para cobrir uma possível insuficiência adrenal concomitante, que pode ser desmascarada ou agravada pela reposição de T4.
Os principais sinais e sintomas incluem rebaixamento do nível de consciência (letargia, estupor, coma), hipotermia, bradicardia, hipoventilação, hipotensão, hiponatremia, hipoglicemia e sinais de hipotireoidismo crônico como pele seca, edema periorbital e macroglossia.
A conduta inicial envolve suporte intensivo (via aérea, ventilação, aquecimento), reposição de hormônios tireoidianos (levotiroxina IV e/ou liotironina IV), e corticosteroides (hidrocortisona IV) para cobrir uma possível insuficiência adrenal concomitante, que pode ser precipitada pela reposição de T4.
Fatores precipitantes incluem infecções (pneumonia, sepse), exposição ao frio, trauma, cirurgia, uso de certos medicamentos (sedativos, opioides, amiodarona, lítio) e interrupção abrupta da terapia com hormônios tireoidianos.
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