SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2019
Tipicamente nos quadros de coma mixedematoso, encontramos
Coma mixedematoso → Hipotermia, bradicardia, hiponatremia, hipoglicemia, hipoventilação, e frequentemente hipocortisolismo.
O coma mixedematoso é uma emergência endócrina grave, caracterizada por descompensação do hipotireoidismo severo. Tipicamente, apresenta hipotermia, bradicardia, hiponatremia dilucional, hipoglicemia e hipoventilação. O hipocortisolismo é uma associação comum e grave, exigindo reposição de glicocorticoides antes da reposição de hormônio tireoidiano.
O coma mixedematoso representa a forma mais grave e descompensada do hipotireoidismo, sendo uma emergência médica com alta mortalidade se não tratada prontamente. É crucial reconhecer suas características clínicas e laboratoriais para um diagnóstico e manejo rápidos. A condição é frequentemente precipitada por infecções, exposição ao frio, medicamentos ou outras doenças agudas em pacientes com hipotireoidismo não tratado ou subtratado. A fisiopatologia envolve a deficiência extrema de hormônios tireoidianos, levando a uma diminuição generalizada do metabolismo celular. Isso resulta em hipotermia, bradicardia, hipoventilação, hiponatremia dilucional (devido à secreção inadequada de ADH e diminuição da filtração glomerular), hipoglicemia e, frequentemente, hipocortisolismo concomitante, seja por insuficiência adrenal primária ou secundária. O diagnóstico é clínico, com suporte laboratorial. O tratamento é uma emergência e inclui suporte ventilatório, aquecimento, correção de hipoglicemia e hiponatremia. A reposição hormonal é feita com levotiroxina intravenosa, mas é imperativo administrar glicocorticoides (ex: hidrocortisona) ANTES ou concomitantemente à levotiroxina, para prevenir uma crise adrenal em pacientes com hipocortisolismo não diagnosticado. A busca pela causa precipitante e seu tratamento são igualmente importantes para o prognóstico.
Os sinais clínicos incluem hipotermia, bradicardia, hipoventilação, alteração do estado mental (letargia a coma), edema não depressível e reflexos lentificados.
O hipocortisolismo é uma associação comum e grave, pois a deficiência de cortisol pode agravar a instabilidade hemodinâmica e metabólica. A reposição de glicocorticoides é crucial antes da terapia com hormônio tireoidiano para evitar uma crise adrenal.
Anormalidades incluem hiponatremia (dilucional), hipoglicemia, elevação de TSH (se hipotireoidismo primário), baixos níveis de T3 e T4, e, em alguns casos, hipocortisolismo.
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