Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2025
Um paciente com VIPoma diagnosticado apresenta diarreia secretora grave. Qual é o tratamento sintomático mais eficaz enquanto se prepara para a cirurgia?
VIPoma com diarreia secretora grave → Análogos de somatostatina (ex: Octreotide) para controle sintomático pré-cirúrgico.
VIPomas são tumores neuroendócrinos que produzem peptídeo intestinal vasoativo (VIP), causando diarreia secretora grave. Enquanto a cirurgia é o tratamento definitivo, análogos de somatostatina como o octreotide são eficazes no controle sintomático da diarreia, inibindo a secreção de VIP e outros hormônios.
O VIPoma é um tumor neuroendócrino raro, geralmente localizado no pâncreas, que secreta grandes quantidades de peptídeo intestinal vasoativo (VIP). O VIP estimula a secreção de água e eletrólitos no intestino, inibe a absorção e relaxa a musculatura lisa intestinal, resultando na característica diarreia secretora grave e aquosa, que pode levar a desidratação severa, hipocalemia e acidose metabólica, conhecida como síndrome de Verner-Morrison ou WDHA. O diagnóstico é baseado na apresentação clínica, níveis elevados de VIP plasmático e localização do tumor por exames de imagem. Embora a cirurgia seja o tratamento curativo para tumores ressecáveis, muitos pacientes apresentam doença metastática ao diagnóstico. O manejo sintomático é crucial para estabilizar o paciente antes da cirurgia ou como terapia paliativa. Nesse contexto, os análogos de somatostatina, como o octreotide e o lanreotide, são a terapia de escolha. Eles atuam inibindo a secreção de VIP pelo tumor, controlando eficazmente a diarreia e os distúrbios hidroeletrolíticos associados. Essa medicação é fundamental para melhorar a qualidade de vida do paciente e permitir a preparação para procedimentos cirúrgicos ou outras terapias antineoplásicas.
Um VIPoma é um tumor neuroendócrino raro que secreta peptídeo intestinal vasoativo (VIP). O sintoma mais característico é a diarreia secretora grave e aquosa, que pode levar à desidratação e distúrbios eletrolíticos, conhecida como síndrome de Verner-Morrison ou WDHA (Watery Diarrhea, Hypokalemia, Achlorhydria).
Os análogos de somatostatina, como o octreotide, são eficazes porque inibem a secreção de VIP pelo tumor, reduzindo drasticamente a diarreia secretora e melhorando os distúrbios hidroeletrolíticos. Eles atuam como um tratamento sintomático enquanto se aguarda a cirurgia ou como terapia paliativa.
O tratamento definitivo para o VIPoma é a ressecção cirúrgica do tumor, sempre que possível. No entanto, devido à natureza agressiva e à frequência de metástases, o manejo sintomático com análogos de somatostatina é crucial no pré-operatório e em casos inoperáveis.
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