UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2019
Com relação às hepatites virais é CORRETO afirmar:
Hepatite A → curso benigno, raramente cronifica, mesmo em gestantes.
A Hepatite A é uma infecção viral aguda que, na maioria dos casos, tem um curso autolimitado e benigno, sem cronicidade. Isso se mantém verdadeiro para gestantes, que geralmente não apresentam complicações graves, diferenciando-a de outras hepatites virais.
As hepatites virais representam um grupo heterogêneo de doenças hepáticas causadas por diferentes vírus, cada um com características epidemiológicas, clínicas e prognósticas distintas. A Hepatite A, causada pelo vírus HAV, é uma infecção aguda e autolimitada, transmitida principalmente pela via fecal-oral, sendo comum em áreas com saneamento básico deficiente. A vacinação é uma medida preventiva eficaz. O curso clínico da Hepatite A é geralmente benigno, com sintomas como fadiga, náuseas, vômitos, dor abdominal e icterícia, que se resolvem espontaneamente. A recuperação completa é a regra, e a doença não evolui para cronicidade. Mesmo em gestantes, a infecção por HAV costuma ter um curso favorável, sem aumento significativo de complicações maternas ou fetais, o que a diferencia de outras hepatites virais como B e C. Em contraste, a Hepatite B pode cronificar em até 5-10% dos adultos e 90% dos recém-nascidos, enquanto a Hepatite C tem alta taxa de cronificação (70-80%) e é transmitida principalmente por via parenteral. A Hepatite D é um vírus defectivo que requer a presença do vírus da Hepatite B para sua replicação, podendo ocorrer como coinfecção (simultânea) ou superinfecção (em portador crônico de HBV). O conhecimento dessas diferenças é fundamental para o diagnóstico, manejo e aconselhamento adequados dos pacientes.
A Hepatite A é uma infecção viral aguda do fígado, transmitida principalmente pela via fecal-oral. Geralmente apresenta um curso benigno e autolimitado, sem cronificação, e confere imunidade permanente após a recuperação.
Diferente de outras hepatites virais, a Hepatite A não está associada a um aumento significativo de complicações maternas ou fetais, como prematuridade ou malformações, mantendo seu curso benigno na maioria dos casos durante a gravidez.
Coinfecção ocorre quando o indivíduo é infectado simultaneamente pelos vírus da Hepatite B e D. Superinfecção ocorre quando um portador crônico de Hepatite B é infectado pelo vírus da Hepatite D, geralmente resultando em doença mais grave.
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