Hanseníase: Diagnóstico, Transmissão e Profilaxia BCG

UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2024

Enunciado

Com relação à hanseníase, assinale a alternativa CORRETA:

Alternativas

  1. A) É uma doença infecciosa cujo agente etiológico é o Micobacterium leprae, o qual tem afinidade pelas células da pele e dos nervos centrais.
  2. B) É transmitida principalmente pelo contato direto com as lesões cutâneas dos indivíduos que portam a doença.
  3. C) Seu diagnóstico é realizado pela baciloscopia.
  4. D) Seu diagnóstico é excluído quando o indivíduo suspeito apresenta uma história epidemiológica negativa para hanseníase.
  5. E) Para os contatos intradomiciliares sadios de indivíduos com hanseníase, que já apresentam uma cicatriz de BCG, deve ser prescrito mais uma dose da vacina BCG.

Pérola Clínica

Contatos intradomiciliares sadios de hanseníase com cicatriz BCG → 1 dose adicional de BCG.

Resumo-Chave

A hanseníase é uma doença infecciosa crônica causada pelo Mycobacterium leprae, com afinidade por pele e nervos periféricos. Sua transmissão ocorre principalmente por via aérea, através de gotículas de pacientes bacilíferos não tratados. O diagnóstico é clínico-epidemiológico, e a baciloscopia auxilia na classificação. Para contatos intradomiciliares sadios com cicatriz de BCG, é recomendada uma dose adicional da vacina BCG.

Contexto Educacional

A hanseníase, também conhecida como doença de Hansen, é uma doença infecciosa crônica causada pelo Mycobacterium leprae, um bacilo álcool-ácido resistente que tem predileção por células da pele e dos nervos periféricos, e não dos nervos centrais. É uma das doenças mais antigas da humanidade e ainda representa um desafio de saúde pública em muitas regiões, incluindo o Brasil. A epidemiologia da hanseníase está ligada a condições socioeconômicas e à dificuldade de diagnóstico precoce e tratamento adequado. A transmissão da hanseníase ocorre principalmente por via aérea, através de gotículas de secreções das vias aéreas superiores de pacientes multibacilares não tratados, durante contato prolongado e íntimo com indivíduos suscetíveis. O contato direto com lesões cutâneas não é a principal forma de transmissão. O diagnóstico é clínico-epidemiológico, baseado na identificação de um ou mais dos seguintes sinais cardinais: lesão(ões) de pele com alteração de sensibilidade, espessamento de nervo(s) periférico(s) com alteração de sensibilidade e/ou força, e baciloscopia positiva. A baciloscopia é um exame complementar que ajuda na classificação da doença (paucibacilar ou multibacilar) e no monitoramento. O tratamento da hanseníase é feito com poliquimioterapia (PQT), que varia de acordo com a classificação da doença. A PQT é altamente eficaz e cura a doença, interrompendo a cadeia de transmissão. Para os contatos intradomiciliares sadios de indivíduos com hanseníase, a vacina BCG é uma medida profilática importante. Se o contato já apresenta cicatriz de BCG, deve ser prescrita mais uma dose da vacina, pois a BCG confere proteção parcial contra a hanseníase e pode reduzir o risco de desenvolver as formas mais graves da doença.

Perguntas Frequentes

Qual o agente etiológico da hanseníase e sua principal via de transmissão?

A hanseníase é causada pelo Mycobacterium leprae, um bacilo álcool-ácido resistente. A principal via de transmissão é respiratória, por gotículas eliminadas por pacientes bacilíferos (multibacilares) não tratados, durante contato prolongado e íntimo.

Como é feito o diagnóstico da hanseníase?

O diagnóstico da hanseníase é essencialmente clínico-epidemiológico, baseado na presença de lesões cutâneas com alteração de sensibilidade, espessamento de nervos periféricos e/ou baciloscopia positiva. A baciloscopia é um exame complementar importante para a classificação da doença.

Qual a recomendação da vacina BCG para contatos de hanseníase?

Para contatos intradomiciliares sadios de pacientes com hanseníase, é recomendada a aplicação de uma dose da vacina BCG. Se já houver cicatriz de BCG, uma dose adicional é indicada; se não houver cicatriz, aplica-se uma dose. A BCG confere proteção parcial contra a hanseníase.

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