Hanseníase: Epidemiologia, Transmissão e Fatores de Risco

AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2020

Enunciado

Com relação à epidemiologia clínica da hanseníase, assinale a alternativa CORRETA:

Alternativas

  1. A)  A principal forma de contágio da doença é inter-humana e o maior risco estárelacionado à convivência domiciliar com paciente bacilífero sem tratamento.
  2. B)  Apesar de terem sido encontrados tatus, chipanzés e macacos infectados com M,leprae, a transmissão ocorre exclusivamente do homem para o homem.
  3. C)  Nas formas multibacilares, o período de incubação pode ser de dois a cinco anos, já nas paucibacilares, de cinco a dez anos.
  4. D)  O tempo de multiplicação dos bacilos é de 40 a 45 dias, sendo que após sete dias,cerca de 20% destes pode permanecer viáveis no meio ambiente.

Pérola Clínica

Hanseníase: Transmissão inter-humana por via aérea, principal risco = contato domiciliar com bacilífero não tratado.

Resumo-Chave

A hanseníase é uma doença infecciosa crônica causada pelo Mycobacterium leprae, transmitida principalmente de pessoa para pessoa, via aérea superior. O maior risco de contágio ocorre em contatos íntimos e prolongados, especialmente em ambiente domiciliar, com pacientes multibacilares que não estão em tratamento.

Contexto Educacional

A hanseníase, ou doença de Hansen, é uma doença infecciosa crônica causada pelo Mycobacterium leprae, que afeta principalmente a pele, nervos periféricos, trato respiratório superior, olhos e testículos. Apesar dos avanços no tratamento, a hanseníase ainda representa um desafio de saúde pública em muitas partes do mundo, incluindo o Brasil, devido à sua cronicidade e potencial para causar incapacidades permanentes se não diagnosticada e tratada precocemente. A epidemiologia da hanseníase é marcada por um longo período de incubação, que pode variar de meses a décadas, dificultando a identificação da fonte de infecção. A transmissão ocorre predominantemente de pessoa para pessoa, através de gotículas de secreções nasais e orais de pacientes multibacilares (formas mais graves da doença, com alta carga bacilar) que não estão em tratamento. O contato íntimo e prolongado, especialmente no ambiente domiciliar, é o principal fator de risco para a transmissão. O diagnóstico precoce e o tratamento com politerapia são essenciais para interromper a cadeia de transmissão e prevenir as incapacidades. A vigilância epidemiológica, incluindo o exame dos contatos domiciliares, é uma estratégia fundamental para o controle da doença. A compreensão dos padrões de transmissão e dos fatores de risco é crucial para a implementação de medidas de controle eficazes e para a educação da comunidade sobre a doença.

Perguntas Frequentes

Qual a principal forma de transmissão da hanseníase?

A principal forma de transmissão da hanseníase é inter-humana, via aérea superior, por meio de gotículas eliminadas por pacientes multibacilares (bacilíferos) que não estão em tratamento.

Quem tem maior risco de contrair hanseníase?

O maior risco de contrair hanseníase está relacionado à convivência domiciliar prolongada e íntima com pacientes bacilíferos não tratados, devido à exposição contínua ao Mycobacterium leprae.

O Mycobacterium leprae pode ser transmitido por animais?

Sim, embora a transmissão homem-a-homem seja a principal, o Mycobacterium leprae pode infectar tatus e alguns primatas. A transmissão zoonótica (tatu-homem) é reconhecida em algumas regiões, mas não é a via predominante globalmente.

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