AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2020
Com relação à epidemiologia clínica da hanseníase, assinale a alternativa CORRETA:
Hanseníase: Transmissão inter-humana por via aérea, principal risco = contato domiciliar com bacilífero não tratado.
A hanseníase é uma doença infecciosa crônica causada pelo Mycobacterium leprae, transmitida principalmente de pessoa para pessoa, via aérea superior. O maior risco de contágio ocorre em contatos íntimos e prolongados, especialmente em ambiente domiciliar, com pacientes multibacilares que não estão em tratamento.
A hanseníase, ou doença de Hansen, é uma doença infecciosa crônica causada pelo Mycobacterium leprae, que afeta principalmente a pele, nervos periféricos, trato respiratório superior, olhos e testículos. Apesar dos avanços no tratamento, a hanseníase ainda representa um desafio de saúde pública em muitas partes do mundo, incluindo o Brasil, devido à sua cronicidade e potencial para causar incapacidades permanentes se não diagnosticada e tratada precocemente. A epidemiologia da hanseníase é marcada por um longo período de incubação, que pode variar de meses a décadas, dificultando a identificação da fonte de infecção. A transmissão ocorre predominantemente de pessoa para pessoa, através de gotículas de secreções nasais e orais de pacientes multibacilares (formas mais graves da doença, com alta carga bacilar) que não estão em tratamento. O contato íntimo e prolongado, especialmente no ambiente domiciliar, é o principal fator de risco para a transmissão. O diagnóstico precoce e o tratamento com politerapia são essenciais para interromper a cadeia de transmissão e prevenir as incapacidades. A vigilância epidemiológica, incluindo o exame dos contatos domiciliares, é uma estratégia fundamental para o controle da doença. A compreensão dos padrões de transmissão e dos fatores de risco é crucial para a implementação de medidas de controle eficazes e para a educação da comunidade sobre a doença.
A principal forma de transmissão da hanseníase é inter-humana, via aérea superior, por meio de gotículas eliminadas por pacientes multibacilares (bacilíferos) que não estão em tratamento.
O maior risco de contrair hanseníase está relacionado à convivência domiciliar prolongada e íntima com pacientes bacilíferos não tratados, devido à exposição contínua ao Mycobacterium leprae.
Sim, embora a transmissão homem-a-homem seja a principal, o Mycobacterium leprae pode infectar tatus e alguns primatas. A transmissão zoonótica (tatu-homem) é reconhecida em algumas regiões, mas não é a via predominante globalmente.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo