HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2019
Com relação à dengue, é INCORRETO afirmar que:
Dor abdominal intensa/contínua na dengue = sinal de alarme crítico, não subestimar.
A dor abdominal intensa e contínua é um dos principais sinais de alarme para a dengue, indicando risco de evolução para formas graves da doença. Sua presença exige monitoramento rigoroso e manejo adequado para prevenir complicações.
A dengue é uma arbovirose de grande impacto na saúde pública, especialmente em regiões tropicais. É transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que adquire o vírus ao se alimentar de sangue de pessoas infectadas e pode transmiti-lo por via transovariana aos seus ovos. A doença apresenta um espectro clínico variado, desde formas assintomáticas até quadros graves com choque e sangramentos. O diagnóstico de caso suspeito de dengue baseia-se em critérios epidemiológicos (viagem ou residência em área de transmissão) e clínicos (febre de 2 a 7 dias, acompanhada de dois ou mais sintomas como náuseas, vômitos, exantema, mialgia, artralgia, dor retro-orbitária, petéquias ou prova do laço positiva). É crucial identificar os sinais de alarme, como a dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes e sangramentos, que indicam a progressão para formas graves e a necessidade de intervenção imediata. O manejo da dengue é principalmente de suporte, com foco na hidratação e monitoramento dos sinais de alarme. Em áreas com cocirculação de outros arbovírus como Zika, a interpretação de exames laboratoriais pode ser desafiadora devido à resposta cruzada. A prevenção é fundamental e baseia-se no controle do vetor.
Os principais sinais de alarme incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, acúmulo de líquidos (ascite, derrame pleural), sangramento de mucosas, letargia/irritabilidade, hepatomegalia > 2 cm e aumento progressivo do hematócrito.
A dor abdominal intensa e contínua é um sinal de alarme crítico que indica extravasamento plasmático e risco iminente de choque. Sua presença exige internação e monitoramento rigoroso, com hidratação venosa.
Embora compartilhem sintomas, a dengue tende a ter febre mais alta e maior risco de choque. Zika é mais associada a exantema pruriginoso e conjuntivite, e Chikungunya a artralgia intensa e prolongada. Testes sorológicos e moleculares são essenciais para confirmação, mas podem haver reações cruzadas.
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