UnB/HUB - Hospital Universitário de Brasília (DF) — Prova 2020
Com relação às demandas de saúde na atenção primária à saúde (APS), relacionadas às doenças infecciosas e transmissíveis, julgue o item que se segue. O tratamento da hanseníase não deve ser iniciado antes que se confirme o diagnóstico por baciloscopia, a fim de garantir a segurança do paciente e evitar tratamento desnecessário, garantindo-se, assim, a manutenção da prática de prevenção quaternária na atenção APS.
Hanseníase é diagnóstico CLÍNICO; baciloscopia negativa NÃO exclui a doença.
O diagnóstico de hanseníase baseia-se na presença de lesões de pele com alteração de sensibilidade ou espessamento neural. A baciloscopia negativa é comum em formas paucibacilares.
A hanseníase é uma doença infectocontagiosa crônica causada pelo Mycobacterium leprae. No Brasil, a estratégia de controle foca na detecção precoce na Atenção Primária à Saúde (APS). O diagnóstico é eminentemente clínico-epidemiológico. A baciloscopia de esfregaço intradérmico tem baixa sensibilidade, especialmente nas formas paucibacilares (tuberculoide e indeterminada). Portanto, a diretriz do Ministério da Saúde preconiza que, na presença de sinais clínicos inequívocos, o tratamento deve ser iniciado imediatamente, independentemente de exames complementares.
Os sinais cardinais incluem: lesão de pele com perda de sensibilidade (térmica, dolorosa ou tátil), espessamento de nervos periféricos associado a alteração sensitiva/motora ou baciloscopia positiva de esfregaço intradérmico.
A baciloscopia serve principalmente para classificar o paciente como multibacilar (se positiva) para fins de esquema terapêutico, mas sua negatividade não afasta o diagnóstico se houver sinais clínicos compatíveis.
Refere-se a evitar intervenções médicas desnecessárias ou iatrogenias. No entanto, na hanseníase, o erro mais comum é a omissão diagnóstica, já que o tratamento precoce é a única forma de evitar danos neurais permanentes.
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