UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2019
Com relação às cicatrizes patológicas: queloide e cicatriz hipertrófica, as afirmações abaixo estão corretas, EXCETO:
Queloide/Cicatriz Hipertrófica: mais comum em jovens e raça negra/oriental, NÃO em idosos.
Queloides e cicatrizes hipertróficas são formas de cicatrização patológica que resultam de uma produção excessiva de colágeno. Contrariamente ao que a alternativa incorreta sugere, essas condições são mais prevalentes em indivíduos jovens e adolescentes, com uma incidência que diminui com o avanço da idade, e são influenciadas por fatores genéticos, raciais e hormonais.
Queloides e cicatrizes hipertróficas representam respostas anormais do processo de cicatrização, caracterizadas pela produção excessiva de colágeno. Embora ambas sejam proliferações de tecido cicatricial, diferem em sua apresentação e comportamento. Queloides crescem além das margens da ferida original e não regridem espontaneamente, enquanto cicatrizes hipertróficas permanecem dentro dos limites da lesão e podem regredir parcialmente ao longo do tempo. A epidemiologia dessas condições revela uma predisposição genética e racial, sendo mais comuns em indivíduos de raça negra e orientais. A idade também é um fator importante, com maior incidência em adolescentes e adultos jovens, diminuindo significativamente em idosos. Fatores hormonais, como os observados durante a puberdade e gravidez, também podem influenciar seu desenvolvimento. O tratamento de queloides e cicatrizes hipertróficas é desafiador e frequentemente envolve uma abordagem multimodal. As injeções intralesionais de corticoides, como a triancinolona, são uma das terapias de primeira linha, eficazes na redução do volume, dor e prurido. Outras opções incluem crioterapia, laser, excisão cirúrgica (geralmente combinada com outras terapias para minimizar a recorrência), e terapias de compressão. O manejo adequado é crucial para melhorar a qualidade de vida do paciente e prevenir recorrências.
A principal diferença é que o queloide se estende além dos limites originais da lesão cutânea e não regride espontaneamente, enquanto a cicatriz hipertrófica permanece dentro dos limites da lesão original e pode apresentar alguma regressão com o tempo.
Fatores de risco incluem predisposição genética, raça (mais comum em indivíduos de pele escura e orientais), idade (mais comum em jovens), localização da lesão (região pré-esternal, deltoides, face), e influência hormonal (puberdade, gravidez).
As opções de tratamento incluem injeções intralesionais de corticoides (como triancinolona), crioterapia, laserterapia, excisão cirúrgica (geralmente combinada com outras terapias para prevenir recorrência), radioterapia e compressão.
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