CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2013
Com relação aos diversos tratamentos para o ceratocone, é correto afirmar:
Crosslinking → Riboflavina + UVA → Radicais livres → Ligações covalentes → Estabilização da córnea.
O crosslinking utiliza a riboflavina como fotossensibilizador para criar novas ligações entre fibras de colágeno, interrompendo a progressão do ceratocone.
O tratamento do ceratocone evoluiu de uma abordagem puramente reabilitadora (lentes e transplantes) para uma abordagem interceptiva. O Crosslinking (CXL) é o único tratamento capaz de alterar a história natural da doença, sendo indicado em casos de progressão documentada (aumento da curvatura, afinamento ou perda de visão). Para casos avançados com hidropisia prévia ou cicatrizes centrais, os transplantes lamelares anteriores (DALK) são preferíveis aos penetrantes por preservarem o endotélio do hospedeiro. Já os transplantes posteriores (DSEK/DMEK) citados em alternativas incorretas são voltados para doenças endoteliais (como distrofia de Fuchs), não para ceratocone.
O objetivo primordial é aumentar a rigidez biomecânica da córnea para paralisar ou retardar a progressão da ectasia. Não visa primariamente a melhora da acuidade visual, embora possa ocorrer leve regularização.
A riboflavina (vitamina B2) a 0,1% atua como um agente fotossensibilizador. Quando irradiada por luz ultravioleta A (UVA), ela gera radicais livres de oxigênio que induzem a formação de ligações covalentes entre as fibras de colágeno estromal.
O implante de segmentos de anel intraestromal é indicado para ceratocones moderados com intolerância a lentes de contato, visando regularizar a curvatura corneana e melhorar a visão corrigida.
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