CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2025
Com relação às anomalias congênitas da córnea, é correto afirmar:
Nanoftalmo = Olho pequeno, funcional, mas com alto risco de glaucoma de ângulo fechado por câmara rasa.
O nanoftalmo caracteriza-se por um olho com comprimento axial reduzido, mas estruturas funcionais, apresentando predisposição anatômica ao glaucoma.
As anomalias congênitas do segmento anterior e do tamanho ocular exigem acompanhamento rigoroso devido ao risco de ambliopia e glaucoma secundário. O nanoftalmo, em particular, é um desafio cirúrgico devido à esclera espessada e à alta incidência de efusão uveal pós-operatória. O diagnóstico diferencial entre microcórnea, megalocórnea e ceratoglobo baseia-se na medida do diâmetro corneano, paquimetria e avaliação da curvatura, sendo essencial para o manejo adequado das complicações refracionais e pressóricas.
O nanoftalmo refere-se a um olho que é pequeno (comprimento axial reduzido, geralmente < 20mm) mas cujas estruturas internas são proporcionalmente normais e funcionais. Já o microftalmo é um olho pequeno que apresenta outras anomalias estruturais ou malformações associadas (como colobomas).
Devido ao tamanho reduzido do globo ocular, a câmara anterior costuma ser muito rasa e o cristalino proporcionalmente grande para o espaço disponível. Isso resulta em um ângulo estreito, aumentando significativamente o risco de glaucoma de ângulo fechado por bloqueio pupilar.
A megalocórnea é definida por um diâmetro horizontal da córnea > 13 mm ao nascimento. É tipicamente uma condição não progressiva, ligada ao cromossomo X (recessiva), e os pacientes costumam ter boa acuidade visual, embora possam ter associação com ectopia lentis.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo