CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2017
Com relação à anatomia da fissura orbitária superior e do anel de Zinn, assinale a alternativa correta:
Dentro do Anel de Zinn = III (sup/inf), VI, Nasociliar. Fora (acima) = IV, Frontal, Lacrimal.
O anel tendíneo comum (Zinn) circunda o canal óptico e a parte central da fissura orbitária superior, selecionando quais estruturas neurovasculares entram no cone muscular orbitário.
A fissura orbitária superior é uma fenda comunicante entre a fossa craniana média e a órbita. O anel de Zinn (anulus tendineus communis) é a origem comum dos quatro músculos retos (superior, inferior, medial e lateral). Ele divide a fissura em compartimentos funcionais. Estruturas que passam 'por dentro' do anel estão destinadas ao interior do cone muscular, enquanto as que passam 'por fora' situam-se na periferia da órbita. Anatomicamente, a divisão inferior do nervo oculomotor (que inerva os músculos reto inferior, reto medial e oblíquo inferior, além de carregar fibras parassimpáticas para o esfíncter da pupila) está localizada centralmente dentro do anel. O nervo abducente também é intraconal. Em contraste, o nervo troclear, apesar de inervar um músculo extraocular (oblíquo superior), entra na órbita por fora do anel de Zinn, cruzando por cima do cone muscular para atingir seu alvo.
As estruturas que passam por dentro do anel tendíneo comum (Anel de Zinn) incluem: as divisões superior e inferior do nervo oculomotor (NC III), o nervo abducente (NC VI) e o nervo nasociliar (ramo do NC V1). Além desses nervos, o nervo óptico (NC II) e a artéria oftálmica passam pelo canal óptico, que está contido na origem do anel.
As estruturas que atravessam a fissura orbitária superior acima e lateralmente ao anel de Zinn são: o nervo troclear (NC IV), os nervos frontal e lacrimal (ramos do NC V1) e a veia oftálmica superior. Essas estruturas entram na órbita fora do cone muscular formado pelos músculos retos.
O conhecimento dessa anatomia é vital para diagnosticar síndromes do ápice orbitário e da fissura orbitária superior. Lesões que comprimem o anel de Zinn afetarão múltiplos nervos cranianos simultaneamente (III, IV, VI e V1), resultando em oftalmoplegia completa, ptose e perda de sensibilidade corneana. A distinção entre o que está dentro ou fora do anel ajuda a localizar processos expansivos ou inflamatórios (como a Síndrome de Tolosa-Hunt).
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