HEVV - Hospital Evangélico de Vila Velha (ES) — Prova 2015
Paciente sexo masculino, 36 anos de idade, com quadro que se iniciou há vários meses com disfagia após a ingestão de líquidos, principalmente os gelados, e posteriormente com disfagia para alimentos sólidos. Evolui com regurgitação de alimentos não digeridos, perda de peso e infecções pulmonares de repetição. Alivia-se da disfagia com elevação do queixo e extensão do pescoço. O diagnóstico mais provável é:
Disfagia progressiva (líquidos > sólidos), regurgitação, perda de peso, infecções pulmonares + manobra de alívio → Acalasia.
A acalasia é um distúrbio motor primário do esôfago caracterizado por relaxamento incompleto do esfíncter esofágico inferior (EEI) e aperistalse do corpo esofágico. Isso leva a disfagia progressiva (inicialmente para líquidos gelados, depois para sólidos), regurgitação e, em casos avançados, perda de peso e complicações respiratórias.
A acalasia é um distúrbio motor primário do esôfago caracterizado pela ausência de relaxamento do esfíncter esofágico inferior (EEI) durante a deglutição e pela aperistalse do corpo esofágico. Essa disfunção leva à retenção de alimentos e líquidos no esôfago, resultando em sintomas progressivos e debilitantes. A etiologia é multifatorial, mas a destruição dos neurônios do plexo mioentérico de Auerbach é o evento central. Clinicamente, a acalasia manifesta-se por disfagia progressiva, inicialmente para líquidos (especialmente gelados) e posteriormente para sólidos. A regurgitação de alimentos não digeridos é comum, e a estase esofágica pode levar à perda de peso e a complicações pulmonares, como pneumonias aspirativas. A manobra de elevação do queixo e extensão do pescoço para facilitar a passagem do alimento é um achado clássico. O diagnóstico é confirmado pela manometria esofágica de alta resolução, que demonstra o padrão característico de hipertonia e relaxamento incompleto do EEI, além da aperistalse. O esofagograma baritado pode revelar o "esôfago em bico de pássaro" e dilatação esofágica. O tratamento da acalasia visa reduzir a pressão do EEI para facilitar a passagem do alimento. As opções incluem métodos endoscópicos (dilatação pneumática, injeção de toxina botulínica, miotomia endoscópica peroral - POEM) e cirúrgicos (miotomia de Heller). A escolha depende da gravidade dos sintomas, idade do paciente e experiência do centro. É crucial diferenciar a acalasia de outras condições que causam disfagia, como o câncer de esôfago, que pode mimetizar a doença (pseudoacalasia).
Os sintomas incluem disfagia progressiva (inicialmente para líquidos, depois para sólidos), regurgitação de alimentos não digeridos, dor torácica, perda de peso e, em casos avançados, tosse noturna e infecções pulmonares de repetição.
O diagnóstico definitivo é feito pela manometria esofágica de alta resolução, que demonstra o relaxamento incompleto do esfíncter esofágico inferior (EEI) e a aperistalse do corpo esofágico. O esofagograma baritado pode mostrar o "bico de pássaro".
O tratamento visa aliviar os sintomas e prevenir complicações, incluindo dilatação pneumática endoscópica, miotomia de Heller (cirúrgica ou por POEM - miotomia endoscópica peroral) e, em casos selecionados, injeção de toxina botulínica no EEI.
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