UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2020
M.A.S., 50 anos, com laudo mamográfico de BIRADS 3. Exame físico das mamas sem alterações. Conforme as diretrizes brasileiras, qual a conduta mais adequada?
BIRADS 3 = Lesão provavelmente benigna (<2% risco malignidade). Conduta → Repetição da mamografia em 6 meses para reavaliação.
A categoria BIRADS 3 indica uma lesão provavelmente benigna, com risco de malignidade inferior a 2%. A conduta recomendada é o seguimento mamográfico em curto prazo (6 meses) para confirmar a estabilidade da lesão, evitando biópsias desnecessárias.
O sistema BIRADS (Breast Imaging Reporting and Data System) é uma ferramenta padronizada para classificar achados em exames de imagem da mama, como mamografia, ultrassonografia e ressonância magnética. Ele visa uniformizar a comunicação entre radiologistas e clínicos, além de orientar a conduta. A categoria BIRADS 3 é um achado comum no rastreamento mamográfico e representa uma lesão 'provavelmente benigna'. A fisiopatologia das lesões classificadas como BIRADS 3 é variada, incluindo cistos complicados, fibroadenomas, assimetrias focais ou nódulos sólidos com margens bem definidas que não são tipicamente malignos. O risco de malignidade associado a um BIRADS 3 é baixo, geralmente inferior a 2%. O diagnóstico diferencial é amplo, mas a característica principal é a ausência de sinais inequívocos de malignidade. A conduta para um achado BIRADS 3, conforme as diretrizes brasileiras e internacionais, é o seguimento mamográfico em curto prazo, geralmente em 6 meses. Esse acompanhamento permite verificar a estabilidade da lesão ao longo do tempo. Se a lesão permanecer estável por um período de 2 a 3 anos, ela pode ser reclassificada como BIRADS 2 (benigna). A biópsia imediata é geralmente evitada para reduzir procedimentos invasivos desnecessários, sendo reservada para casos em que há progressão da lesão ou forte suspeita clínica.
BIRADS 3 significa 'achado provavelmente benigno', com uma probabilidade de malignidade inferior a 2%. São lesões que não possuem características típicas de malignidade, mas não são definitivamente benignas.
A conduta padrão é a repetição da mamografia em 6 meses para reavaliação. Isso permite monitorar a estabilidade da lesão e detectar qualquer mudança que possa indicar malignidade.
Ultrassonografia pode ser utilizada como complemento para caracterizar melhor a lesão. A biópsia é reservada se houver crescimento da lesão ou alterações suspeitas no seguimento, ou se houver forte suspeita clínica apesar do BIRADS 3.
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