IFF/Fiocruz - Instituto Fernandes Figueira (RJ) — Prova 2020
Paciente de 20 anos com insulinoma de 1,5cm em face anterior do corpo do pâncreas. O ultrassom pré-operatório mostra que a lesão dista 3,0mm do ducto pancreático principal. A conduta cirúrgica MAIS adequada é:
Insulinoma < 2cm e > 2-3mm do ducto principal → enucleação é a conduta mais adequada.
Para insulinomas pequenos (< 2 cm) e benignos, localizados a uma distância segura (geralmente > 2-3 mm) do ducto pancreático principal, a enucleação é a técnica cirúrgica preferencial, pois preserva a maior parte do parênquima pancreático.
O insulinoma é o tumor neuroendócrino pancreático mais comum, caracterizado pela produção excessiva de insulina, levando a hipoglicemia. Geralmente são tumores pequenos, solitários e benignos. O diagnóstico é confirmado pela tríade de Whipple (sintomas de hipoglicemia, glicemia < 50 mg/dL durante os sintomas e alívio dos sintomas com glicose) e níveis elevados de insulina e peptídeo C durante a hipoglicemia. A localização pré-operatória é crucial e pode ser feita por ultrassonografia endoscópica, tomografia computadorizada, ressonância magnética ou arteriografia seletiva. A cirurgia é o tratamento curativo e a escolha da técnica depende do tamanho, localização e relação do tumor com o ducto pancreático principal. Para insulinomas pequenos (< 2 cm) e bem localizados, distantes do ducto principal, a enucleação é a técnica de escolha, pois é menos invasiva e preserva o máximo de parênquima pancreático. Se o tumor for maior, maligno, ou estiver muito próximo do ducto, uma ressecção mais extensa, como pancreatectomia distal ou duodenopancreatectomia, pode ser necessária. A preservação do baço é desejável sempre que possível na pancreatectomia distal.
A enucleação é preferencial para insulinomas pequenos (geralmente < 2 cm), benignos e localizados a uma distância segura (geralmente > 2-3 mm) do ducto pancreático principal, minimizando o risco de fístula pancreática.
A enucleação é uma cirurgia mais conservadora, que preserva a maior parte do parênquima pancreático, reduzindo o risco de insuficiência pancreática exócrina e endócrina (diabetes) pós-operatória, em comparação com ressecções maiores.
A pancreatectomia pode ser necessária para insulinomas maiores, malignos, múltiplos, ou quando estão muito próximos ou invadindo o ducto pancreático principal, ou em casos de síndrome de múltiplos tumores endócrinos tipo 1 (MEN1).
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