IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2025
Paciente com história de hipertensão arterial crônica é diagnosticada com pré-eclâmpsia. Qual é a complicação mais temida associada a essa condição?
Pré-eclâmpsia → Eclâmpsia é a complicação mais temida, caracterizada por convulsões tônico-clônicas.
A eclâmpsia é a complicação mais grave da pré-eclâmpsia, definida pela ocorrência de convulsões tônico-clônicas generalizadas em uma gestante com pré-eclâmpsia, na ausência de outras causas para as convulsões. É uma emergência obstétrica que exige intervenção imediata para proteger a vida da mãe e do feto.
A pré-eclâmpsia é uma síndrome multissistêmica da gestação, caracterizada por hipertensão arterial (PA ≥ 140/90 mmHg) após 20 semanas de gestação, associada a proteinúria ou a sinais de disfunção de órgãos-alvo. É uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal globalmente, afetando cerca de 2-8% das gestações. O reconhecimento precoce e o manejo adequado são cruciais para prevenir suas complicações. A fisiopatologia da pré-eclâmpsia envolve uma placentação anormal, levando a isquemia placentária e liberação de fatores antiangiogênicos e inflamatórios que causam disfunção endotelial materna generalizada. Isso resulta em vasoconstrição, aumento da permeabilidade vascular e ativação plaquetária. A suspeita deve ser alta em gestantes com hipertensão nova ou piora de hipertensão crônica, associada a sintomas como cefaleia, alterações visuais, dor epigástrica ou edema. Entre as diversas complicações da pré-eclâmpsia, a eclâmpsia é, sem dúvida, a mais temida. Definida pela ocorrência de convulsões tônico-clônicas generalizadas em uma paciente com pré-eclâmpsia, ela representa uma emergência obstétrica que pode levar a sequelas neurológicas permanentes ou morte materna e fetal. O tratamento da eclâmpsia envolve o controle das convulsões com sulfato de magnésio e a interrupção da gestação, que é a única cura definitiva para a doença. A vigilância e o manejo proativo da pré-eclâmpsia são essenciais para prevenir a progressão para eclâmpsia.
A eclâmpsia é definida pela ocorrência de convulsões tônico-clônicas generalizadas em uma gestante, puérpera ou mulher no pós-parto imediato com diagnóstico de pré-eclâmpsia, na ausência de outras causas neurológicas para as convulsões. Os principais sinais são a crise convulsiva em si, precedida ou não por cefaleia intensa, alterações visuais ou dor epigástrica.
A conduta inicial envolve garantir a segurança da paciente durante a convulsão, proteger as vias aéreas, administrar sulfato de magnésio para controle das convulsões e prevenção de recorrências, e avaliar a necessidade de interrupção da gestação, que é o tratamento definitivo.
Fatores de risco incluem pré-eclâmpsia grave, cefaleia persistente, alterações visuais, dor epigástrica ou em quadrante superior direito, hiperreflexia, clonus, plaquetopenia, elevação das enzimas hepáticas e disfunção renal. A monitorização desses sinais é crucial para a prevenção.
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