CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2015
Paciente com 65 anos refere dispneia progressiva há +/- 2 anos com sibilância torácica quando resfriado, tem prova de função pulmonar mostrando CVF=3.40 (80%), VEF1=1,20 (55%), VEF1/CVF=65%, com Radiografia de tórax mostrando hiperinsuflação pulmonar, escala de dispnéia MRC=2, SatO2=90% em repouso. Nega outras comorbidades. Referia tabagismo dos 15 aos 65 anos (1 maço/dia). Qual o estadiamento do DPOC e o melhor tratamento conforme a classificação de gravidade, respectivamente.
DPOC: VEF1/CVF < 0,7 + VEF1 50-80% (Estádio II) + MRC 2 → Grupo B (moderado) → LABA/LAMA + reabilitação.
O paciente apresenta DPOC com VEF1/CVF de 65% (confirmando obstrução) e VEF1 de 55% (Estádio II - Moderado). A escala de dispneia MRC=2 o classifica no grupo B (sintomático, baixo risco de exacerbações), indicando tratamento com broncodilatadores de longa ação (LABA e/ou LAMA) e reabilitação pulmonar, conforme as diretrizes GOLD.
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma doença respiratória comum, prevenível e tratável, caracterizada por sintomas respiratórios persistentes e limitação do fluxo aéreo devido a anormalidades das vias aéreas e/ou alveolares, geralmente causadas por exposição significativa a partículas ou gases nocivos, sendo o tabagismo a principal causa. O diagnóstico é confirmado por espirometria, que mostra uma relação VEF1/CVF pós-broncodilatador menor que 0,70. O estadiamento da DPOC é feito pelas diretrizes GOLD (Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease), que combinam a gravidade espirométrica (Estádios I a IV, baseados no VEF1) com a avaliação de sintomas (usando escalas como MRC ou CAT) e o risco de exacerbações (histórico de exacerbações no último ano) para classificar os pacientes em grupos A, B, C ou D. No caso apresentado, VEF1 de 55% indica Estádio II (moderado) e MRC=2 o coloca no Grupo B (sintomático, baixo risco de exacerbações). O tratamento para pacientes no Grupo B inclui broncodilatadores de longa ação, como agonistas beta-2 de longa ação (LABA) e/ou anticolinérgicos de longa ação (LAMA), que são a base da terapia para aliviar os sintomas e melhorar a função pulmonar. Além disso, a reabilitação pulmonar é uma intervenção não farmacológica crucial para melhorar a capacidade de exercício, reduzir a dispneia e a qualidade de vida, sendo fortemente recomendada para pacientes sintomáticos.
O diagnóstico espirométrico da DPOC é confirmado por uma relação VEF1/CVF pós-broncodilatador menor que 0,70, indicando obstrução persistente ao fluxo aéreo, que não é totalmente reversível.
A classificação GOLD utiliza o VEF1 (para estadiamento espirométrico I-IV), a escala de dispneia MRC ou CAT (para sintomas) e o histórico de exacerbações (para risco) para categorizar os pacientes nos grupos A, B, C ou D, que guiam o tratamento.
A reabilitação pulmonar é fundamental para melhorar a capacidade de exercício, reduzir a dispneia, otimizar a qualidade de vida e diminuir as hospitalizações em pacientes com DPOC, complementando a terapia farmacológica e a cessação do tabagismo.
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