SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2020
Paciente de 45 anos, G3 P3, com dismenorreia progressiva. Apresenta ainda menstruação com aumento significativo do número de dias e do volume de sangramento no período menstrual. O exame físico revelou um útero aumentado globalmente de volume, com consistência amolecida e útero doloroso à mobilização. De acordo com esse quadro, assinale a alternativa que revela a hipótese diagnóstica mais adequada e a melhor propedêutica para confirmação diagnóstica.
Dismenorreia progressiva + menorragia + útero aumentado, amolecido e doloroso à mobilização → Adenomiose. Confirmação = anatomopatológico.
A adenomiose é caracterizada pela presença de tecido endometrial ectópico no miométrio, causando dismenorreia progressiva, menorragia e um útero classicamente aumentado, amolecido e doloroso à palpação. Embora a ultrassonografia e a ressonância magnética possam sugerir o diagnóstico, a confirmação definitiva é histopatológica, geralmente após histerectomia.
A adenomiose é uma condição ginecológica benigna caracterizada pela presença de glândulas e estroma endometrial dentro do miométrio, a camada muscular do útero. É mais comum em mulheres multíparas na faixa etária dos 35 aos 50 anos. A fisiopatologia exata não é totalmente compreendida, mas acredita-se que envolva a invasão do endométrio na parede uterina, possivelmente por trauma uterino prévio ou disfunção da zona juncional. Clinicamente, a adenomiose manifesta-se tipicamente por dismenorreia progressiva (dor menstrual que piora com o tempo), menorragia (sangramento menstrual excessivo e prolongado) e, em alguns casos, dor pélvica crônica. No exame físico, o útero pode estar aumentado de volume, com consistência amolecida e ser difusamente doloroso à palpação ou mobilização, um achado clássico que a diferencia de miomas isolados. Embora a ultrassonografia transvaginal e a ressonância magnética sejam ferramentas diagnósticas importantes que podem sugerir adenomiose (com achados como espessamento assimétrico do miométrio, cistos miometriais e zona juncional irregular), o diagnóstico definitivo e padrão ouro é histopatológico. Isso geralmente requer a análise anatomopatológica do útero após uma histerectomia, pois a biópsia endometrial ou curetagem raramente são diagnósticas para adenomiose profunda. O tratamento pode variar de manejo sintomático a terapias hormonais e, em casos refratários, histerectomia.
Os sintomas clássicos incluem dismenorreia progressiva (dor menstrual que piora com o tempo), menorragia (sangramento menstrual excessivo e prolongado) e, por vezes, dor pélvica crônica.
No exame físico, o útero pode estar aumentado globalmente de volume, com consistência amolecida e ser doloroso à mobilização ou palpação, o que é um achado característico da adenomiose.
O diagnóstico definitivo de adenomiose é histopatológico, através da análise anatomopatológica do miométrio, geralmente obtida após histerectomia. Exames de imagem como ultrassonografia e ressonância magnética podem ser altamente sugestivos.
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