SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2020
Paciente de 3 anos, sexo masculino, com diagnóstico prévio de alergia a proteína do leite de vaca (APLV), começou a frequentar escola há cerca de 1 mês. Apesar da família ter informado o fato à instituição de ensino, no momento do lanche das crianças um colega ofereceu um biscoito que a escola não soube informar a composição e a criança comeu. Cerca de 10 minutos após a criança começou a apresentar edema bipalpebral bilateral, de lábios, síbilos esparsos e diarreia e foi levado imediatamente ao hospital. O que você não deve fazer ao receber esse paciente?
Anafilaxia: Adrenalina IM é 1ª linha. Paciente em choque → decúbito dorsal com pernas elevadas.
Em casos de anafilaxia com sinais de choque (como diarreia e sibilância que podem indicar comprometimento sistêmico), a posição ideal é o decúbito dorsal com as pernas elevadas para otimizar o retorno venoso e a perfusão cerebral. O decúbito lateral é reservado para pacientes inconscientes sem suspeita de choque, para prevenir broncoaspiração.
A anafilaxia é uma reação alérgica sistêmica grave, de início rápido e potencialmente fatal, que pode ocorrer após a exposição a um alérgeno, como a proteína do leite de vaca. É crucial o reconhecimento precoce e a intervenção imediata para evitar desfechos adversos. A incidência tem aumentado, e a educação sobre o manejo é vital para profissionais de saúde. O diagnóstico é clínico, baseado na presença de sintomas que afetam múltiplos sistemas (pele, respiratório, cardiovascular, gastrointestinal) após a exposição a um alérgeno conhecido ou provável. Os sinais incluem urticária, angioedema, sibilância, dispneia, hipotensão, taquicardia, vômitos e diarreia. A fisiopatologia envolve a liberação maciça de mediadores inflamatórios por mastócitos e basófilos. O tratamento de escolha é a adrenalina intramuscular, administrada na face anterolateral da coxa, que deve ser repetida se necessário. Outras medidas incluem a manutenção da via aérea, oxigenoterapia, fluidoterapia e monitorização. A posição do paciente é fundamental: decúbito dorsal com pernas elevadas para choque, ou decúbito lateral para inconscientes sem choque.
A primeira e mais importante medida no tratamento da anafilaxia é a administração imediata de adrenalina intramuscular na face anterolateral da coxa. Ela atua rapidamente revertendo os sintomas graves.
Para pacientes com anafilaxia e sinais de choque, a posição ideal é o decúbito dorsal com as pernas elevadas. Isso ajuda a melhorar o retorno venoso e a perfusão de órgãos vitais.
O decúbito lateral é indicado para pacientes inconscientes que não apresentam sinais de choque, a fim de prevenir a broncoaspiração de vômito ou secreções. Não é a posição primária para anafilaxia com choque.
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