Anafilaxia Pediátrica: Manejo e Posição do Paciente

SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2020

Enunciado

Paciente de 3 anos, sexo masculino, com diagnóstico prévio de alergia a proteína do leite de vaca (APLV), começou a frequentar escola há cerca de 1 mês. Apesar da família ter informado o fato à instituição de ensino, no momento do lanche das crianças um colega ofereceu um biscoito que a escola não soube informar a composição e a criança comeu. Cerca de 10 minutos após a criança começou a apresentar edema bipalpebral bilateral, de lábios, síbilos esparsos e diarreia e foi levado imediatamente ao hospital. O que você não deve fazer ao receber esse paciente?

Alternativas

  1. A) Chamar ajuda.
  2. B) Manter a criança em decúbito lateral para prevenir broncoaspiração pelo possível risco do paciente apresentar êmese.
  3. C) Manter adequada hidratação do paciente.
  4. D) Administrar adrenalina.
  5. E) Manter monitorização cardiorrespiratória.

Pérola Clínica

Anafilaxia: Adrenalina IM é 1ª linha. Paciente em choque → decúbito dorsal com pernas elevadas.

Resumo-Chave

Em casos de anafilaxia com sinais de choque (como diarreia e sibilância que podem indicar comprometimento sistêmico), a posição ideal é o decúbito dorsal com as pernas elevadas para otimizar o retorno venoso e a perfusão cerebral. O decúbito lateral é reservado para pacientes inconscientes sem suspeita de choque, para prevenir broncoaspiração.

Contexto Educacional

A anafilaxia é uma reação alérgica sistêmica grave, de início rápido e potencialmente fatal, que pode ocorrer após a exposição a um alérgeno, como a proteína do leite de vaca. É crucial o reconhecimento precoce e a intervenção imediata para evitar desfechos adversos. A incidência tem aumentado, e a educação sobre o manejo é vital para profissionais de saúde. O diagnóstico é clínico, baseado na presença de sintomas que afetam múltiplos sistemas (pele, respiratório, cardiovascular, gastrointestinal) após a exposição a um alérgeno conhecido ou provável. Os sinais incluem urticária, angioedema, sibilância, dispneia, hipotensão, taquicardia, vômitos e diarreia. A fisiopatologia envolve a liberação maciça de mediadores inflamatórios por mastócitos e basófilos. O tratamento de escolha é a adrenalina intramuscular, administrada na face anterolateral da coxa, que deve ser repetida se necessário. Outras medidas incluem a manutenção da via aérea, oxigenoterapia, fluidoterapia e monitorização. A posição do paciente é fundamental: decúbito dorsal com pernas elevadas para choque, ou decúbito lateral para inconscientes sem choque.

Perguntas Frequentes

Qual a primeira medida no tratamento da anafilaxia?

A primeira e mais importante medida no tratamento da anafilaxia é a administração imediata de adrenalina intramuscular na face anterolateral da coxa. Ela atua rapidamente revertendo os sintomas graves.

Qual a posição ideal para um paciente com anafilaxia e sinais de choque?

Para pacientes com anafilaxia e sinais de choque, a posição ideal é o decúbito dorsal com as pernas elevadas. Isso ajuda a melhorar o retorno venoso e a perfusão de órgãos vitais.

Quando o decúbito lateral é indicado em emergências alérgicas?

O decúbito lateral é indicado para pacientes inconscientes que não apresentam sinais de choque, a fim de prevenir a broncoaspiração de vômito ou secreções. Não é a posição primária para anafilaxia com choque.

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