MedEvo Ciclo Básico — Prova 2025
Um paciente de 70 anos, com diagnóstico de insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida, inicia o uso de Digoxina para controle de sintomas. O mecanismo de ação desse fármaco consiste na inibição parcial da subunidade alfa da bomba Na+/K+ ATPase nos cardiomiócitos. Como consequência direta, observa-se um aumento moderado na concentração intracelular de sódio ([Na+]i). Esse acúmulo de sódio reduz a força motriz para o funcionamento de uma proteína de membrana específica, resultando em menor extrusão de cálcio (Ca2+) para o meio extracelular e, consequentemente, maior força de contração miocárdica. O mecanismo de transporte responsável pela saída do cálcio, afetado indiretamente pela Digoxina, é classificado como:
A Digoxina aumenta a força do coração não porque dá energia diretamente, mas porque 'atrapalha' a saída do cálcio ao reduzir o gradiente de sódio.
A digoxina é um fármaco clássico no manejo da insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFER) e no controle da frequência cardíaca na fibrilação atrial. Seu efeito inotrópico positivo deriva de uma cascata iniciada na membrana plasmática do cardiomiócito. Ao bloquear a subunidade alfa da Na+/K+ ATPase, o fármaco altera o equilíbrio eletrolítico, resultando em um acúmulo de sódio que 'freia' o mecanismo de extrusão de cálcio mediado pelo trocador NCX. Este trocador é um exemplo clássico de transporte ativo secundário do tipo antiporte: ele não hidrolisa ATP diretamente, mas depende do gradiente de concentração gerado pela bomba primária. Com mais cálcio disponível no retículo sarcoplasmático e no citosol durante a sístole, a interação actina-miosina é intensificada. É crucial monitorar níveis de potássio, pois a hipocalemia aumenta a afinidade da digoxina pela bomba, elevando drasticamente o risco de toxicidade digitálica.
Porque ele não hidrolisa ATP; ele depende da energia armazenada no gradiente de sódio que foi criado previamente por uma bomba primária.
O NCX pode inverter seu sentido, trazendo cálcio para dentro da célula em vez de retirá-lo, o que pode causar sobrecarga de cálcio e arritmias.
No simporte, as substâncias cruzam a membrana na mesma direção. No antiporte, elas cruzam em direções opostas.
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