FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2025
Um paciente de 40 anos de idade, com diagnóstico de asma de longa data, fazia uso de corticosteroides inalatórios (equivalente a 1.600 mcg/dia de budesonida) e beta‑agonista de longa duração, mas ainda apresentava sintomas frequentes e despertares noturnos semanais. Ele relatou exacerbações recorrentes e uso de corticosteroides sistêmicos para controle nos últimos seis meses. Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa correta, em relação à classificação da asma.
Asma grave = sintomas persistentes e/ou exacerbações apesar de alta dose de CI + LABA ou necessidade de corticoide sistêmico.
A asma grave é definida pela persistência de sintomas e/ou exacerbações, mesmo com tratamento otimizado com altas doses de corticosteroides inalatórios (CI) e beta-agonistas de longa duração (LABA), ou pela necessidade de corticosteroides sistêmicos para controle. O caso descreve um paciente com todos esses critérios.
A asma é uma doença heterogênea, e sua classificação é fundamental para guiar o tratamento. A asma grave representa uma pequena parcela dos pacientes asmáticos (5-10%), mas é responsável por uma parcela desproporcional dos custos de saúde e morbimortalidade. O diagnóstico de asma grave não se baseia apenas na intensidade dos sintomas, mas principalmente na necessidade de tratamento intensivo para controlar a doença ou na persistência de sintomas e exacerbações apesar desse tratamento. De acordo com as diretrizes da GINA (Global Initiative for Asthma), a asma grave é definida como aquela que requer tratamento com altas doses de corticosteroides inalatórios (CI) e um segundo controlador (e/ou corticosteroides orais) para prevenir que se torne "não controlada", ou que permanece "não controlada" apesar desse tratamento. O paciente do enunciado, usando altas doses de CI e LABA, com sintomas frequentes, despertares noturnos semanais e exacerbações recorrentes necessitando de corticosteroides sistêmicos, se encaixa perfeitamente nessa definição. O manejo da asma grave envolve uma abordagem multidisciplinar, incluindo a revisão da técnica inalatória, adesão ao tratamento, identificação e tratamento de comorbidades (rinite, refluxo gastroesofágico, obesidade, apneia do sono), e a consideração de terapias biológicas direcionadas. O prognóstico para pacientes com asma grave pode ser desafiador, mas com um manejo adequado e individualizado, é possível melhorar o controle dos sintomas e a qualidade de vida, reduzindo o risco de exacerbações e hospitalizações.
A asma grave é definida pela necessidade de tratamento com altas doses de corticosteroides inalatórios (CI) e um segundo controlador (como um beta-agonista de longa duração - LABA) para prevenir que a asma se torne "não controlada", ou pela permanência de "não controlada" apesar desse tratamento. Também inclui pacientes que requerem corticosteroides orais para manter o controle.
O uso frequente ou contínuo de corticosteroides sistêmicos para controlar a asma é um forte indicador de asma grave. Pacientes que necessitam de dois ou mais cursos de corticosteroides orais no último ano são considerados de difícil controle e podem ter asma grave.
A asma só pode ser classificada como grave após a otimização do tratamento, que inclui a adesão correta à medicação, a técnica de inalação adequada, o manejo de comorbidades e a eliminação de fatores desencadeantes. Se, mesmo após essas medidas, o paciente permanece sintomático, a asma é considerada grave.
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