Bioética no Fim da Vida: Eutanásia, Distanásia e Ortonásia

UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2019

Enunciado

Com base nos conceitos de bioética, assinale a alternativa correta:

Alternativas

  1. A) Ortonásia é quando o paciente vivo é subemetido, não intencionalmente, a tratamentos fúteis, não prolongando propriamente a vida, mas o processo de morrer, seja aplicando novas biotecnologias à medicina ou retomando o desejo humano de superar a morte.
  2. B) Eutanásia é a prática que busca abreviar sem dor e sem sofrimento a vida de um doente reconhecidamente incurável, pelo sentido literal de "boa morte".
  3. C) O princípio de não-maleficência é igual ao de beneficência, que é a obrigação de não provocar dano intencionalmente.
  4. D) Distanásia é a morte no seu tempo, aparentemente certo, sem tratamentos desproporcionados e sem abreviação do processo de morrer.
  5. E) A beneficência pode ser demonstrada com atitudes paternalistas e com tratamentos que prolonguem a vida dos sujeitos em circunstâncias em que não haja possibilidade de cura.

Pérola Clínica

Eutanásia = abreviar vida de doente incurável sem dor; Distanásia = prolongar processo de morrer; Ortonásia = morte natural.

Resumo-Chave

A bioética aborda dilemas morais na medicina. Eutanásia é a 'boa morte' intencional para aliviar sofrimento de incuráveis. Distanásia é o prolongamento fútil da vida. Ortonásia é a morte natural, sem intervenções desproporcionais. Não-maleficência e beneficência são princípios distintos, mas complementares.

Contexto Educacional

A bioética é um campo essencial na medicina moderna, fornecendo um arcabouço para a reflexão e tomada de decisões em dilemas morais, especialmente no fim da vida. Os conceitos de eutanásia, distanásia e ortonásia são centrais nesse debate. A eutanásia, que significa 'boa morte', refere-se à prática de intencionalmente abreviar a vida de um paciente incurável para aliviar seu sofrimento, sendo legal em poucos países e amplamente debatida. É crucial para o residente compreender as implicações éticas e legais. A distanásia, por outro lado, descreve o prolongamento artificial e fútil do processo de morrer, utilizando tratamentos desproporcionais que não trazem benefício real ao paciente, apenas prolongam a dor e o sofrimento. É uma prática que a bioética contemporânea busca evitar, priorizando a qualidade de vida e a dignidade do paciente. A ortonásia, ou 'morte correta', é a aceitação da morte natural, sem intervenções que prolonguem artificialmente a vida ou a abrevie. Ela se alinha com os princípios dos cuidados paliativos, focando no conforto e na dignidade do paciente. Além desses conceitos, os princípios da não-maleficência (não causar dano) e da beneficência (fazer o bem) são fundamentais. Enquanto a beneficência pode, em alguns contextos, ser mal interpretada como justificação para o paternalismo, a bioética atual enfatiza a importância da autonomia do paciente, garantindo que suas vontades e valores sejam respeitados nas decisões sobre seu tratamento e o fim de sua vida. A compreensão desses princípios é vital para a formação ética e a prática humanizada do médico residente.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre eutanásia, distanásia e ortonásia?

Eutanásia é a prática de abreviar a vida de um doente incurável para aliviar seu sofrimento. Distanásia é o prolongamento artificial e fútil do processo de morrer, com tratamentos desproporcionais. Ortonásia é a morte natural, no seu tempo, sem prolongamento artificial ou abreviação da vida.

O que significa o princípio da não-maleficência na bioética?

O princípio da não-maleficência é a obrigação de não causar dano intencionalmente ao paciente. É um dos pilares da ética médica, muitas vezes resumido pela máxima 'primum non nocere' (primeiro, não prejudicar). Ele se distingue da beneficência, que é a obrigação de fazer o bem.

Como a beneficência se relaciona com o paternalismo médico?

A beneficência é a obrigação de agir em benefício do paciente. No entanto, ela pode, em certas interpretações, levar a atitudes paternalistas, onde o médico decide o que é melhor para o paciente sem considerar plenamente sua autonomia. A bioética moderna busca equilibrar a beneficência com a autonomia do paciente, evitando o paternalismo excessivo.

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