Asma Pediátrica: Critérios de Classificação e Controle da Doença

HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2022

Enunciado

Paciente de 7 anos com asma, é avaliado após alta hospitalar devido a quadro de exacerbação da mesma há 4 semanas. A criança tem apresentado, desde a alta, sintomas noturnos, limitação das atividades e sintomas diurnos 3x/semana, com necessidade do uso da medicação de resgate. Segundo as Recomendações para o manejo da asma da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia – 2020, trata-se de:

Alternativas

  1. A) Asma controlada
  2. B) Asma não controlada
  3. C) Asma parcialmente controlada
  4. D) Asma controlada, se os sintomas noturnos forem ≦ 2x/semana
  5. E) Asma controlada, se os sintomas noturnos forem ≦ 3x/semana

Pérola Clínica

Asma: sintomas diurnos >2x/semana OU noturnos OU limitação atividade OU >2x/semana uso resgate → Asma Não Controlada.

Resumo-Chave

O controle da asma é avaliado pela frequência dos sintomas diurnos e noturnos, limitação de atividades e necessidade de medicação de resgate. Segundo a SBPT 2020, a presença de sintomas diurnos >2x/semana, sintomas noturnos, limitação de atividades ou uso de medicação de resgate >2x/semana classifica a asma como não controlada.

Contexto Educacional

A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que afeta milhões de crianças globalmente, sendo uma das principais causas de morbidade pediátrica. O manejo eficaz visa alcançar e manter o controle da doença, minimizando sintomas, prevenindo exacerbações e otimizando a função pulmonar. A avaliação do controle é um pilar fundamental na abordagem da asma, guiando as decisões terapêuticas. As diretrizes da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT 2020) e GINA (Global Initiative for Asthma) fornecem critérios claros para classificar o nível de controle da asma em crianças e adultos. Os parâmetros avaliados incluem a frequência de sintomas diurnos, sintomas noturnos, limitação das atividades diárias e a necessidade de uso de medicação de resgate (beta-2 agonista de curta ação). A presença de qualquer um desses fatores de forma frequente indica um controle inadequado da doença. No caso apresentado, a criança com sintomas noturnos, limitação das atividades e sintomas diurnos 3x/semana com uso de resgate se enquadra claramente na categoria de "asma não controlada". Essa classificação exige uma revisão do plano de tratamento, que pode incluir o aumento da dose de corticosteroides inalatórios, a adição de outros medicamentos controladores ou a investigação de fatores desencadeantes e adesão ao tratamento. O objetivo é alcançar o controle total da asma para melhorar a qualidade de vida e prevenir futuras exacerbações.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para classificar a asma como "controlada" em crianças?

Asma é controlada se houver sintomas diurnos ≤ 2x/semana, sem limitação de atividades, sem sintomas noturnos/despertar por asma, e necessidade de medicação de resgate ≤ 2x/semana.

O que indica que a asma de uma criança está "não controlada"?

A asma é não controlada se houver três ou mais características de asma parcialmente controlada em qualquer semana, ou se houver uma exacerbação aguda que necessite de corticoide oral.

Qual a importância de classificar o nível de controle da asma?

A classificação do nível de controle é fundamental para guiar o ajuste do tratamento, escalonando ou desescalonando a terapia conforme a resposta do paciente, visando minimizar sintomas e o risco de exacerbações.

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