SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2021
Em paciente com alteração histopatológica no colo uterino NIC 1 (lesão intraepitelial escamosa de baixo grau) em biopsia realizada durante colposcopia, a melhor conduta é:
NIC 1 (LIEBG) → conduta expectante, controle citológico/colposcópico semestral, alta taxa de regressão espontânea.
O NIC 1 (Lesão Intraepitelial Escamosa de Baixo Grau) tem alta probabilidade de regressão espontânea, especialmente em mulheres jovens. Por isso, a conduta inicial é expectante, com acompanhamento rigoroso para monitorar a evolução da lesão.
A Neoplasia Intraepitelial Cervical grau 1 (NIC 1), também conhecida como Lesão Intraepitelial Escamosa de Baixo Grau (LIEBG), representa a alteração mais leve no espectro das lesões pré-malignas do colo uterino. É um achado comum no rastreamento do câncer cervical e sua correta abordagem é fundamental para evitar sobretratamento e suas consequências. A fisiopatologia do NIC 1 está intrinsecamente ligada à infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV), especialmente os tipos de baixo risco, mas também pode ser causada por tipos de alto risco. A maioria dessas lesões regride espontaneamente, especialmente em mulheres jovens, devido à resposta imune do organismo. O diagnóstico é feito por biópsia guiada por colposcopia. A conduta padrão para NIC 1 é expectante, com controle citológico e colposcópico semestral ou anual, dependendo das diretrizes locais e da idade da paciente. Intervenções mais invasivas são reservadas para lesões persistentes ou que progridem para graus mais elevados, visando preservar a função cervical e evitar complicações obstétricas futuras.
NIC 1 (Neoplasia Intraepitelial Cervical grau 1) ou LIEBG (Lesão Intraepitelial Escamosa de Baixo Grau) é uma alteração histopatológica leve nas células do colo uterino, geralmente associada à infecção por HPV, com alto potencial de regressão espontânea.
A conduta recomendada para NIC 1 é expectante, com acompanhamento citológico e colposcópico semestral, devido à alta taxa de regressão espontânea da lesão, especialmente em mulheres jovens.
A intervenção (como exérese da zona de transformação) é geralmente reservada para casos de persistência da lesão por mais de 1-2 anos, progressão para NIC 2/3, ou em situações específicas de não adesão ao seguimento.
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