UNIATENAS - Centro Universitário Atenas (MG) — Prova 2025
Em um paciente com acidose metabólica é importante determinar o valor do ânion gap, isso contribui para o real diagnóstico do paciente que levou àquele distúrbio. Considerando um paciente com Glicemia de 223 mg/dL, HCO3": 14 mEq/L, Na+ : 134 mEq/L; K+: 45 mEq/L, CI ": 102 mEq/L. O valor do ânion gap com os dados acima é de:
Ânion Gap = Na+ - (Cl- + HCO3-) → Diferencia causas de acidose metabólica.
O cálculo do ânion gap é fundamental na avaliação da acidose metabólica, pois permite classificar a acidose em com ânion gap elevado ou normal, direcionando a investigação etiológica. A fórmula padrão utiliza sódio, cloro e bicarbonato.
A acidose metabólica é um distúrbio ácido-base comum na prática clínica, caracterizado por uma redução do pH sanguíneo e do bicarbonato sérico. A avaliação inicial de um paciente com acidose metabólica deve incluir a determinação do ânion gap (AG), que é um cálculo simples, mas de grande valor diagnóstico. O AG representa a diferença entre os cátions não mensuráveis e os ânions não mensuráveis no plasma. A fórmula padrão para o cálculo do ânion gap é AG = Na+ - (Cl- + HCO3-). Um valor normal de AG geralmente varia entre 8 e 12 mEq/L. A elevação do ânion gap indica a presença de ácidos não mensuráveis no plasma, como lactato, cetoácidos ou toxinas. É crucial não incluir o potássio na fórmula padrão, pois sua concentração é relativamente baixa e sua inclusão não altera significativamente o valor do AG para fins diagnósticos. A classificação da acidose metabólica com base no ânion gap (elevado ou normal) é fundamental para o diagnóstico diferencial e para guiar a conduta terapêutica. Causas de AG elevado incluem cetoacidose diabética, acidose lática, insuficiência renal e intoxicações. Já a acidose metabólica com AG normal (hiperclorêmica) é frequentemente associada à perda de bicarbonato (ex: diarreia) ou a problemas na regeneração de bicarbonato (ex: acidose tubular renal).
A fórmula padrão para calcular o ânion gap é Na+ - (Cl- + HCO3-). O potássio geralmente não é incluído na prática clínica, pois sua contribuição é pequena.
O ânion gap ajuda a classificar a acidose metabólica em com ânion gap elevado (ex: cetoacidose, acidose lática) ou com ânion gap normal (ex: diarreia, acidose tubular renal), direcionando a investigação da causa subjacente.
Condições que causam acidose metabólica com ânion gap elevado incluem cetoacidose (diabética, alcoólica, de jejum), acidose lática, insuficiência renal e intoxicações por salicilatos, metanol ou etilenoglicol.
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