Colposcopia: Achados Maiores e Manejo de Lesões Cervicais

HSM - Hospital Santa Marta (DF) — Prova 2021

Enunciado

Uma paciente de 35 anos de idade comparece ao ginecologista para realização de sua rotina ginecológica. É feita coleta de colpocitologia oncótica convencional (esfregaço celular em lâmina), que, após análise apropriada, revela resultado de atipias celulares de significado indeterminado, não se podendo excluir lesão de alto grau (ASC-H). Depois da avaliação do resultado em consultório, a paciente é encaminhada para a realização de colposcopia.Considerando esse caso clínico e os temas correlatos, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Alguns dos achados colposcópicos maiores que indicam necessidade de biópsia são epitélio acetobranco denso, orifícios glandulares espessados, mosaico e pontilhado grosseiros, sinal da borda interna e sinal da crista.
  2. B) Assim como a citologia, a colposcopia apresenta menor sensibilidade e facilidade para a detecção de alterações do epitélio escamoso do que alterações do epitélio glandular.
  3. C) Na colposcopia, as zonas de transformação (ZT) tipos 1 e 2 correspondem, respectivamente, à presença de junção escamocolunar (JEC) parcialmente e totalmente visível.
  4. D) Caso fosse realizado co-teste com PCR DNA-HPV, revelando detecção de HPV 16 e (ou) 18, a paciente deveria ser encaminhada diretamente para conização do colo uterino.
  5. E) Se fosse realizada biópsia durante colposcopia no caso clínico descrito, com resultado histológico revelando lesão intraepitelial de baixo grau (LSIL), a conduta seria nova cirurgia de alta frequência imediata (CAF).

Pérola Clínica

ASC-H na citologia → Colposcopia. Achados colposcópicos maiores (epitélio acetobranco denso, mosaico/pontilhado grosseiro) = Biópsia.

Resumo-Chave

O resultado ASC-H na citologia indica atipias que não excluem lesão de alto grau, exigindo colposcopia. Achados colposcópicos maiores são cruciais para guiar a biópsia e o manejo adequado das lesões cervicais, visando a prevenção do câncer.

Contexto Educacional

A colpocitologia oncótica (Papanicolau) é o principal método de rastreamento para o câncer de colo uterino. Resultados como ASC-H (Atipias de Células Escamosas de Significado Indeterminado, não podendo excluir lesão de alto grau) indicam a necessidade de investigação aprofundada, sendo a colposcopia o próximo passo. A colposcopia permite a visualização detalhada do colo uterino sob magnificação. Durante a colposcopia, o médico busca por achados que possam indicar a presença de lesões pré-malignas ou malignas. Os "achados colposcópicos maiores" são aqueles altamente sugestivos de lesão de alto grau (HSIL) e incluem epitélio acetobranco denso, mosaico e pontilhado grosseiros, orifícios glandulares espessados, sinal da borda interna e sinal da crista. A presença desses achados indica a necessidade de biópsia dirigida para confirmação histopatológica. O manejo subsequente dependerá do resultado da biópsia. É crucial que o residente compreenda a correlação entre citologia, colposcopia e histopatologia para um diagnóstico e tratamento adequados das lesões cervicais, visando a prevenção do câncer de colo uterino.

Perguntas Frequentes

O que significa o resultado ASC-H na colpocitologia?

ASC-H (Atypical Squamous Cells - Cannot Exclude HSIL) significa "Células Escamosas Atípicas - Não se Pode Excluir Lesão Intraepitelial de Alto Grau". Indica a presença de células atípicas que podem ser de uma lesão de alto grau, exigindo investigação adicional com colposcopia.

Quais são os achados colposcópicos maiores que indicam biópsia?

Os achados colposcópicos maiores incluem epitélio acetobranco denso, mosaico grosseiro, pontilhado grosseiro, orifícios glandulares espessados, sinal da borda interna e sinal da crista, todos altamente sugestivos de lesão de alto grau e que demandam biópsia dirigida.

Qual a importância da zona de transformação na colposcopia?

A zona de transformação (ZT) é a área onde o epitélio colunar endocervical é substituído por epitélio escamoso metaplásico. É a principal localização para o desenvolvimento de lesões pré-malignas e malignas do colo uterino, sendo essencial sua completa visualização na colposcopia.

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